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Agronegócio

Corteva planeja investir US$ 11 bilhões em proteção de cultivos nos próximos dez anos

Com foco em novos ativos químicos e biológicos, companhia pretende lançar 12 produtos e acelerar pesquisas para o mercado brasileiro.

Por Redação Diário Local

A Corteva Agriscience planeja investir US$ 11 bilhões em inovação para o setor de proteção de cultivos ao longo dos próximos dez anos. A companhia prevê o lançamento de 12 novos ativos no período, sendo sete produtos químicos e cinco biológicos, conforme anunciado durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF), realizado em São Paulo na última quinta-feira (1).

A estratégia marca uma nova fase da empresa, que agora concentra sua atuação exclusivamente no negócio de proteção de cultivos. O movimento ocorre após a separação de sua operação de sementes, que passou a operar de forma independente sob o nome de Vylor.

A reestruturação também contempla mudanças na liderança global. Brook Cummingham assume oficialmente o cargo de Chief Commercial Officer (CCO) da companhia em 1º de outubro, após liderar as operações na região Ásia-Pacífico.

Entre os projetos prioritários no novo ciclo está o desenvolvimento de um novo fungicida. O produto terá mecanismo de ação voltado ao controle da ferrugem asiática da soja e de outras doenças de final de ciclo, representando o primeiro novo modo de ação trazido pela empresa ao mercado brasileiro em mais de 14 anos.

O cronograma de inovação considera a complexidade e o alto custo do setor. A companhia estima que a criação de uma única molécula de proteção possa demandar cerca de US$ 300 milhões e aproximadamente 13 anos de trabalho, entre as fases de pesquisa e as etapas de aprovação regulatória.

Para viabilizar o portfólio, a estratégia da Corteva não se baseará apenas em tecnologia interna. A empresa pretende combinar pesquisas próprias com investimentos em companhias em estágio inicial, parcerias e aquisições, com foco especial no segmento de biológicos.

O Brasil é tratado como um mercado estratégico para essa nova fase. A meta da companhia no país é crescer acima do ritmo do mercado, apoiando-se no desenvolvimento de novas tecnologias e na ampliação da oferta de serviços para os produtores rurais.

A necessidade de soluções adaptadas às condições brasileiras é reforçada pelos desafios da agricultura tropical. Segundo a operação local, o cenário de maior pressão de pragas, doenças e plantas daninhas, somado à possibilidade de realizar múltiplas safras em algumas regiões, exige acelerar o desenvolvimento de tecnologias específicas para o país.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.