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Fórmula 1

Calor e asfalto abrasivo em Sepang exigem foco no gerenciamento de pneus na Fórmula 1

Calor intenso e superfície abrasiva do circuito na Malásia devem ditar o número de paradas nos boxes durante a corrida.

Por Redação Diário Local

O calor, a umidade e o asfalto abrasivo de Sepang devem colocar o gerenciamento dos pneus no centro da estratégia de corrida na Malásia neste domingo (04). Com 56 voltas previstas, a Pirelli preparou uma combinação de pneus que deixa aberta a disputa entre estratégias de uma, duas ou três paradas nos boxes.

A superfície da pista é considerada abrasiva e capaz de acelerar o desgaste dos compostos. Além disso, as temperaturas ambiente e da pista são fatores determinantes para a degradação térmica dos pneus durante a prova.

O cenário é complexo porque a Fórmula 1 retorna ao circuito da Malásia após nove anos, o que significa que as equipes têm poucas referências sobre o comportamento da atual geração de carros na região.

Quais são as estratégias para pista seca?

A Pirelli apresentou quatro possibilidades principais para a corrida, todas utilizando pneus de pista seca. Uma das opções é a combinação Médio-Duro-Duro, que prevê a primeira parada entre as voltas 12 e 18 e a segunda entre as voltas 32 e 38. Essa alternativa busca preservar o pneu médio (C3) no início da prova.

Outra rota de duas paradas utiliza o pneu macio (C4) no começo, com trocas previstas entre as voltas 10 e 16 e entre 32 e 38. O objetivo é ganhar desempenho inicial, mas as equipes precisam avaliar se o ritmo compensa a vida útil reduzida do composto.

Para um perfil mais agressivo, existe a estratégia de três paradas, começando com o pneu macio. Nesse caso, as trocas ocorreriam entre as voltas 7 e 13, 24 e 30, e 41 e 47. O custo das paradas é de aproximadamente 22,5 segundos por visita aos boxes, exigindo um ritmo de pista muito alto para ser vantajoso.

A quarta opção combina os pneus Médio, Duro e Macio, com paradas entre as voltas 11 e 17 e 34 e 40. A ideia é permitir ataques nas voltas finais com o pneu macio, desde que a equipe consiga controlar a temperatura do composto.

Como a chuva pode mudar o jogo?

As estratégias mencionadas consideram apenas a pista seca. No entanto, a região é conhecida pela alta umidade e possibilidade de pancadas de chuva, o que pode exigir o uso de pneus intermediários ou de chuva.

Em caso de mudança climática, as janelas de parada indicadas pela Pirelli deixam de ser fixas. A prioridade das equipes passaria a ser a leitura da evolução da pista e o momento exato para trocar os pneus de pista seca, intensificado pela escassez de dados sobre os carros atuais em condições de pista molhada.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.