FIA confirma falha de software em carros da Fórmula 1 na Malásia
Entidade concluiu investigação sobre problemas de potência ocorridos no GP da Malásia e planeja atualização para o GP das Américas
Por Redação Diário Local
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) confirmou, nesta quinta-feira (8), que uma falha de software foi a causa dos problemas técnicos enfrentados por diversos carros durante a volta de apresentação do GP da Malásia. O diagnóstico ocorreu após uma investigação detalhada sobre a perda de potência das unidades de potência operando em baixa velocidade e em pista molhada.
O incidente em Sepang comprometeu o cronograma da prova e gerou atrasos significativos. A largada já havia sido adiada em cerca de 40 minutos devido às condições climáticas, mas a falha nos veículos exigiu novas intervenções da federação, resultando em um atraso adicional de aproximadamente uma hora para o início da corrida.
Durante o procedimento, alguns carros apresentaram falhas ao rodar em baixa velocidade, com unidades de potência que chegaram a parar completamente no circuito. Outros pilotos enfrentaram perda de potência e dificuldades para se deslocarem até o grid de largada.
Quais as medidas para as próximas etapas?
Para evitar a repetição imediata do problema, a FIA definiu que, caso o GP de Singapura apresente condições de pista semelhantes às da Malásia, as unidades de potência utilizarão as mesmas configurações adotadas em Sepang. A Fórmula 1 retorna neste fim de semana (9 a 11) com a etapa em Marina Bay.
Para o GP das Américas, a entidade planeja introduzir uma nova atualização de software desenvolvida especificamente para situações de pista molhada. A iniciativa faz parte de um processo de revisão dos procedimentos de validação utilizados antes da implementação dos sistemas.
A federação afirmou que trabalhará em conjunto com as equipes e fabricantes para fortalecer as capacidades de teste e verificação de software. O processo incluirá avaliações independentes e o uso de feedback colaborativo, incluindo informações do fornecedor da Unidade de Controle Eletrônico (ECU) padronizada.
O software havia sido testado?
Em nota oficial, a FIA rebateu questionamentos sobre a possível falta de validação do pacote de software. A entidade esclareceu que o sistema foi submetido a exercícios de simulação realizados por equipes e fabricantes antes de sua implementação nas pistas.
Segundo a federação, o software também passou por testes em condições reais de pista durante os primeiros treinos livres (TL1) nos Grandes Prêmios da Bélgica e dos Países Baixos, visando garantir a segurança e o funcionamento adequado das unidades de potência.
