George Russell explica por que Mercedes não usará coletes de resfriamento no GP da Malásia
Piloto George Russell afirmou que o investimento necessário para desenvolver o equipamento impactaria o teto de gastos da equipe.
Por Redação Diário Local
A equipe Mercedes decidiu não utilizar os coletes de refrigeração durante o GP do Bahrein, realizado neste fim de semana (02) em Sepang, na Malásia. A decisão foi motivada pelo impacto financeiro que o desenvolvimento do equipamento causaria no cumprimento do teto de gastos da Fórmula 1 (F1).
A medida ocorre mesmo diante das altas temperaturas registradas na pista. Durante a sessão de classificação, os termômetros marcaram 33ºC na temperatura ambiente e 58ºC na superfície da pista, condições que ativam o alerta de calor da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
O piloto George Russell explicou que a escuderia optou por não investir recursos para tornar o uso do acessório viável. Segundo o britânico, a Mercedes teria de desenvolver o próprio modelo de colete, o que exigiria a destinação de parte do orçamento anual da equipe para esse fim.
O teto de gastos estipulado para as equipes é de US$ 215 milhões (cerca de R$ 1,1 bilhão). Russell ressaltou que o investimento no equipamento de resfriamento ocorreria ao custo de desempenho em outras áreas técnicas essenciais para a competição.
De acordo com as normas vigentes, quando o alerta de calor é emitido, os pilotos podem utilizar o colete de resfriamento. Caso a equipe escolha não usar o dispositivo, ela é obrigada a adicionar um lastro de peso equivalente ao carro para manter o equilíbrio técnico entre os competidores.
O piloto sugeriu que a FIA intervenha para padronizar o uso da tecnologia em todo o grid. A proposta é que o equipamento seja desenvolvido por uma empresa externa ou que a federação libere uma verba extra que não comprometa o teto de gastos atual.
A ideia é garantir que todas as equipes utilizem o recurso de forma igualitária. Russell mencionou que concorrentes como Red Bull, Ferrari e McLaren também devem seguir o padrão de utilização do item quando o clima exigir.
“Sinto que precisamos que a FIA simplesmente intervenha e diga: ‘Aqui está um dinheiro extra no teto de gastos’, ou que haja uma empresa externa desenvolvendo isso para todo mundo”, afirmou o piloto sobre a necessidade de padronização.
O piloto reforçou que o equipamento funciona muito bem quando está disponível, demonstrando o benefício para os atletas. No entanto, a prioridade da escuderia no momento é o cumprimento das regras orçamentárias para não prejudicar a evolução do carro.
A decisão da Mercedes ilustra o desafio das equipes em equilibrar o conforto e a segurança térmica dos pilotos com as restrições financeiras impostas pelo regulamento de custos da categoria.
O GP do Bahrein segue com as atividades programadas para este fim de semana em Sepang. As temperaturas extremas continuam um fator determinante para a estratégia de resfriamento e desempenho dos carros.
O piloto destacou o dilema enfrentado pela gestão da equipe: desenvolver o acessório ou priorizar o desenvolvimento técnico principal. A escolha pela não utilização visa preservar o orçamento para áreas que impactam diretamente os resultados em pista.
A corrida principal do Grande Prêmio acontece neste domingo (4), às 4h (horário de Brasília).
As atividades do evento em Sepang seguem sob monitoramento térmico para garantir a segurança dos pilotos durante as voltas rápidas.
