Afogamentos no Distrito Federal crescem e registram 101 ocorrências em 2026
Dados do Corpo de Bombeiros mostram que número de ocorrências quase dobrou em relação ao ano anterior, com pico em setembro.
Por Redação Diário Local
O Distrito Federal registrou pelo menos 101 casos de afogamento entre janeiro e 14 de setembro. O número representa um aumento significativo em comparação ao ano passado, quando o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) contabilizou 56 ocorrências no mesmo período.
Setembro consolidou-se como o mês com maior número de incidentes deste ano, com 15 registros. O segundo período mais crítico foi janeiro, que somou 13 afogamentos. De acordo com o CBMDF, a maioria dos acidentes aquáticos ocorre em piscinas (45,2%) e no Lago Paranoá (34,1%).
O que dizem os dados de 2026?
Além do aumento percentual, o levantamento do Corpo de Bombeiros revela que a combinação de piscinas e o Lago Paranoá concentra 79,3% de todos os registros de afogamento. A corporação também realizou 346 resgates aquáticos, a maioria envolvendo embarcações que ficaram à deriva.
Na última semana, dois casos de morte no Lago Paranoá ainda não foram integrados às estatísticas oficiais. Um policial militar morreu durante um treinamento no dia 21 de setembro (domingo), após sofrer um mal súbito. Outro homem faleceu após um acidente de motocicleta na Ponte do Bragueto, que o arremessou na água no domingo (27).
Mortes e incidentes recentes
O histórico de 2026 inclui outros casos graves, como o de um estudante de educação física de 22 anos, que morreu em 12 de janeiro (domingo) na Orla da Ponte JK. Em março, um homem faleceu no Setor de Clubes Esportivos Norte.
Outras ocorrências fatais registradas na capital incluem a morte de um homem de 47 anos em uma cachoeira no Itapoã, em 15 de março (domingo), e a morte de um bebê de 1 ano no Park Way, em 7 de maio (quarta-feira).
Recomendações de segurança
Para evitar novas tragédias, o CBMDF recomenda que os banhistas no Lago Paranoá utilizem os pontos fixos de socorro, como a Ponte JK, o Piscinão do Lago Norte, a Praia dos Orixás, a Ponte do Bragueto e a Ermida Dom Bosco.
A corporação alerta que o consumo de bebidas alcoólicas altera os reflexos e a capacidade de julgamento, tornando o banhista mais vulnerável. Além disso, orienta que pessoas que não sabem nadar evitem locais profundos. Em caso de emergência, o socorro deve ser acionado pelo número 193.
