Associação em Minas Gerais organiza expedições para buscar criatura lendária conhecida como Caboclo-d’Água
Associação em Minas Gerais realiza expedições para investigar relatos de aparições de criaturas misteriosas, como o Caboclo-d’Água.
Por Redação Diário Local
A Associação de Caçadores de Assombrações e Monstros de Mariana (Acam), em Minas Gerais, realiza expedições e cursos para investigar relatos de criaturas misteriosas e lendas sobrenaturais na região. O grupo, que conta com cerca de 80 membros, utiliza técnicas de busca em áreas de mata para tentar avistar figuras do folclore local, como o Caboclo-d’Água, a Noiva de Furquim e a Mãe do Ouro.
A associação informou que pretende instalar placas de aviso de perigo em áreas onde o Caboclo-d’Água teria sido visto. Além das buscas, a Acam promove atividades de educação patrimonial, visitas a locais históricos e cursos voltados para a investigação dessas criaturas.
O Caboclo-d’Água é descrito por testemunhas como um animal desconhecido, com características que lembram uma mistura de macaco, galinha e lagartixa. Segundo a associação, os relatos de moradores, garimpeiros e agricultores ajudaram a identificar concentrações de supostas aparições em cidades como Barra Longa, Acaiaca, Mariana, Ouro Preto e Diogo de Vasconcelos.
Para as expedições, os participantes seguem orientações rígidas para tentar não serem detectados. Entre as recomendações, o grupo orienta não comer chocolate para evitar atrair mosquitos que sentem o cheiro da pele, não usar shampoo e, em alguns casos, evitar até mesmo o banho para não deixar odores.
Em certas tentativas, membros da associação já atuaram como iscas humanas. Um integrante chegou a passar quatro noites dentro de uma gaiola instalada no meio de um rio, em local de difícil acesso, com o objetivo de observar o animal de perto caso ele aparecesse.
Outra estratégia utilizada envolve o uso de feromônios desenvolvidos por um professor aposentado da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), à base de sangue de bezerro. No entanto, a técnica já atraiu cães em tentativas anteriores e novos testes estão sendo preparados pelo grupo.
A Acam reforça que o objetivo das buscas não é a captura, mas o estudo das criaturas para posterior soltura. A associação foi fundada em 2008 e mantém as atividades gratuitas, sem cobrança de mensalidade ou doações dos participantes.
As lendas da região
A Noiva de Furquim é outra figura central nas investigações. A lenda remete a um acidente de ônibus ocorrido na década de 1960 no alto de Furquim, que deixou oito mortos. Relatos locais dizem que a noiva seria vista na estrada pedindo carona e desaparecendo de dentro dos veículos.
Já a Mãe do Ouro é descrita como uma bola de fogo brilhante que percorre o céu e emite luz intensa, mas sem provocar queimaduras. A associação menciona casos de pessoas que teriam sofrido lesões oculares após observarem o fenôftico de perto.
A história do grupo começou em 2008, após o lançamento de uma premiação para quem apresentasse fotografias de criaturas. O que iniciou como um interesse entre amigos transformou-se em uma associação que realiza mais de 100 atividades desde a sua criação.
Atualmente, a Acam permite a participação de pessoas de qualquer idade, inclusive menores de idade, desde que acompanhados por um responsável durante as viagens e incursões pela mata.
As expedições já passaram por diversos municípios mineiros, incluindo Ouro Preto, Acaiaca, Diogo de Vasconcelos, Barra Longa e Catas Altas, consolidando o mapeamento das lendas da região central e da Zona da Mata.
Em Barra Longa, por exemplo, a presença do Caboclo-d’Água é tão mencionada que uma estátua da criatura foi instalada na praça principal da cidade.
O interesse pelo tema chegou a ser discutido em reuniões de vereadores em cidades como Barra Longa e Diogo de Vasconcelos, devido à frequência dos relatos e aos impactos descritos pelos moradores locais.
