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Segurança

Delegada de São Paulo alerta para aumento de crimes virtuais contra crianças nas férias

Número de vítimas de crimes digitais saltou de 89 para 158 em um ano, segundo levantamento da Polícia Civil de São Paulo.

Por Redação Diário Local

O número de crimes virtuais contra crianças e adolescentes em São Paulo registrou um aumento expressivo no último período, saltando de 89 para 158 casos em comparação ao mesmo intervalo do ano passado. O levantamento foi realizado pelo Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), da Polícia Civil de São Paulo, com base em registros feitos entre 15 de junho (15) e 15 de julho (15).

A delegada Lisandréa Salvariego, coordenadora do Noad, alerta que as férias escolares potencializam essas ocorrências. Com o período de recesso, os jovens passam a ter mais tempo de exposição às telas, o que pode facilitar o contato com conteúdos nocivos e discursos de ódio sem a devida supervisão.

De acordo com as investigações da Polícia Civil, a maioria das vítimas desses crimes digitais são meninas na faixa etária entre seis e 15 anos. Além disso, os dados apontam que a prática de violência contra animais em ambientes virtuais triplicou no mesmo período analisado.

As autoridades destacam que o isolamento social e a busca excessiva por dispositivos eletrônicos são sinais de alerta para as famílias. Segundo a delegada, a mudança brusca de comportamento e a perda de convivência familiar são indicadores de que o adolescente pode estar exposto a riscos no mundo digital.

Como funcionam os algoritmos?

As apurações do Noad indicam que a exposição a conteúdos violentos acontece de forma gradual por meio dos algoritmos das plataformas. O processo costuma começar com materiais que parecem inofensivos, mas, à medida que o usuário demonstra interesse, o sistema passa a recomendar conteúdos extremistas.

Essa dinâmica pode levar jovens a comunidades que incentivam práticas criminosas e discursos de ódio. Para combater o problema, a Polícia Civil recomenda o uso de ferramentas de controle parental e o monitoramento ativo do que é consumido na internet.

A delegada Lisandréa Salvariego reforça que a tecnologia deve ser combatida com o uso de outras ferramentas tecnológicas. A orientação é que os pais utilizem tanto recursos gratuitos quanto os oferecidos pelas próprias plataformas para manter a conexão e a segurança dos filhos dentro de casa.

Investigação contra aplicativo

A Polícia Civil também informou que um inquérito civil tramita no Ministério Público de São Paulo contra a plataforma Discord. A medida foi motivada por constatações do Noad de que a maioria das transmissões de crimes digitais ocorre nesse aplicativo.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.