Cabo da Polícia Militar é morto a tiros durante aula de jiu-jítsu em projeto social de Várzea Grande
Militar de 32 anos foi atingido por disparos enquanto ministrava aula voluntária para jovens em unidade do Cras; suspeito foi preso.
Por Redação Diário Local
O cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, foi assassinado a tiros nesta terça-feira (4) enquanto ministrava uma aula voluntária de jiu-jítsu em Várzea Grande (MT). O crime ocorreu durante uma atividade de esporte e cidadania dentro do Centro de Referência de Assistência Social (Cras).
A vítima foi surpreendida por disparos de arma de fogo durante o treinamento, que contava com a presença de alunos e testemunhas. Segundo as investigações, o suspeito, identificado como Jonathan Vieira dos Santos, invadiu a sala e efetuou cerca de seis tiros contra o militar.
O policial foi socorrido e encaminhado ao Pronto-Socorro de Várzea Grande para atendimento emergencial. No entanto, devido à gravidade dos ferimentos, ele não resistiu e morreu pouco depois de dar entrada na unidade hospitalar.
Horas antes do ataque, o cabo cumpria uma missão social na comunidade, ensinando artes marciais para crianças e adolescentes. O episódio, que ocorria em um contexto de projeto social, terminou em tragédia diante dos jovens que participavam da aula.
Qual a motivação do crime?
A principal linha de investigação da Polícia Civil aponta que o crime teria sido motivado por ciúmes. De acordo com o delegado responsável pelo caso, o investigado havia registrado um boletim de ocorrência meses antes do ataque.
No registro anterior, o acusado alegava suspeitar que sua esposa mantinha um relacionamento extraconjugal com o policial militar. Contudo, as autoridades ressaltam que, até o momento, não há qualquer confirmação sobre a existência de um vínculo entre a mulher e a vítima.
Prisão e investigação
Logo após os disparos, Jonathan foi encurralado e contido por pessoas que estavam no local. Ele permaneceu detido até a chegada de uma guarnição da Polícia Militar, que realizou a prisão em flagrante.
O suspeito foi conduzido ao Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc) do Parque do Lago. Durante o interrogatório oficial realizado pelas autoridades, o investigado optou por permanecer em silêncio.
O caso segue sob investigação e o homem deve passar por audiência de custódia nesta quarta-feira (5). Ele permanece à disposição do Poder Judiciário.
