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Cariacica

Justiça torna réu cabo da PM acusado de matar casal de mulheres em Cariacica

Justiça do Espírito Santo aceitou denúncia do Ministério Público contra policial militar por homicídios qualificados em bairro de Cariacica

Por Redação Diário Local

A Justiça do Espírito Santo tornou réu o cabo da Polícia Militar Luiz Gustavo Xavier do Vale pelo assassinato de um casal de mulheres em Cariacica, na Grande Vitória. A decisão acolheu a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que acusa o policial por dois homicídios qualificados.

As vítimas, Daniele Toneto Rocha, de 45 anos, e Francisca Chaguiana Dias Viana, de 31, foram mortas a tiros no dia 8 de abril (8), no bairro Cruzeiro do Sul. O cabo está sob prisão preventiva desde a data do crime.

Segundo o MPES, os homicídios foram praticados por motivo fútil, com perigo comum e por meio de recurso que dificultou a defesa das vítimas. A acusação também aponta abuso de poder, alegando que o policial utilizou a autoridade da função, além de uma viatura e armamento da corporação para realizar a ação.

Contexto da discussão

As vítimas eram vizinhas da ex-mulher do policial e residiam em andares diferentes. De acordo com relatos de testemunhas e moradores, as mulheres e a ex-companheira do agente haviam se envolvido em um desentendimento pouco antes dos disparos.

A discussão teria sido motivada por questões envolvendo um ar-condicionado e acusações sobre suposto furto de energia. Segundo a ex-esposa do policial, as mulheres teriam ameaçado a família e ocorrido uma briga física antes da chegada do militar.

O cabo, que estava em serviço administrativo no momento, foi até o endereço acompanhado de outros militares. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada da viatura e os disparos. Daniele morreu no local, enquanto Francisca não resistiu aos ferimentos após ser socorrida.

Outros policiais viram a ação

O caso resultou também em uma denúncia contra outros sete policiais militares que participavam da ocorrência. A Justiça Militar tornou os agentes réus por suposto descumprimento de normas durante a atuação no local, conforme denúncia do MPES recebida em agosto.

A acusação sustenta que os sete militares presenciaram os disparos e não agiram para impedir a execução. Entre eles, dois respondem também por abandono de posto. Os nomes citados no processo são Hildebrando da Silva Santos, Edson Luiz da Silva Verona, Filipe Gonçalves Vieira, Lucas Nogueira Oliveira, Valfril do Carmo Carreiro, Hilário Antônio Nunes Loureiro Júnior e Eduardo Ferro Coradini.

De acordo com a Corregedoria da Polícia Militar, os policiais envolvidos permaneceram afastados das ruas e passaram a exercer funções administrativas.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.