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Casal encontrado morto em BH é velado nesta quarta; suspeita segue procurada

Advogado e empresária foram encontrados mortos no apartamento onde moravam no bairro São Pedro; Polícia Civil investiga motivação do crime e procura por suspeita.

Por Diário Local

Os corpos do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, serão velados nesta quarta-feira (1º de julho) a partir das 16h15 na Capela 2 do Cemitério Parque da Colina, no bairro Nova Cintra, na região Oeste de Belo Horizonte. O sepultamento está marcado para as 17h15, no mesmo cemitério.

O casal foi encontrado morto no apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na região Centro-Sul da capital (30), e a Polícia Civil de Minas Gerais investiga a motivação do crime. Segundo as polícias Civil e Militar, há uma suspeita identificada, mas ela ainda não foi localizada.

Quem são as vítimas

Cláudio Atala Inácio era sócio-fundador do escritório Atala Inácio Advogados Associados, localizado no bairro de Lourdes, na região Centro-Sul. Ele atuava principalmente nas áreas de Direito Empresarial e Direito do Trabalho.

Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio era proprietária de uma loja na capital mineira e foi atleta quando mais jovem. O casal era conhecido pelo papel ativo na sociedade de Belo Horizonte.

Como o crime foi descoberto

Segundo o boletim de ocorrência, o filho do casal não conseguia contato com os pais desde a manhã de segunda (29). Após diversas tentativas de ligação sem resposta, ele foi até o apartamento, na Rua Padre Severino, e encontrou os dois mortos.

A Polícia Militar constatou que não havia sinais de arrombamento no imóvel. Maria Clotilde foi encontrada caída no chão da sala, em frente ao sofá, enquanto Cláudio estava sobre a cama do quarto. Ambos apresentavam grande quantidade de sangue ao redor dos corpos e aparentes sinais de violência.

De acordo com a polícia, o casal foi assassinado com ao menos 24 facadas: Maria Clotilde teve cerca de sete perfurações (na garganta, no queixo, no tórax, no pescoço e na pelve), enquanto Cláudio foi atingido por cerca de 17 golpes (nas costas, no abdômen e no pescoço). Ambos apresentavam sinais de defesa.

Investigação e suspeita

Imagens do circuito interno de segurança do edifício mostram que a suspeita entrou no local às 7h30 de segunda-feira carregando apenas uma bolsa. Cerca de oito horas depois, às 15h30, deixou o prédio usando roupas diferentes e levando duas sacolas grandes, além da bolsa.

A mulher teria sido indicada para trabalhar na casa do casal e foi vista acessando o local no dia do crime. A tia da suspeita informou à polícia que a sobrinha chegou à sua residência em Ribeirão das Neves, na Grande BH, por volta das 19h de segunda-feira, acompanhada do filho e carregando uma mochila preta. Quando questionada sobre o objeto, a mulher respondeu que havia ganhado a bolsa.

Segundo a Polícia Civil, a suspeita teria dito à tia que viajaria para o Espírito Santo um dia após o crime. Até o momento, nenhum suspeito havia sido conduzido à delegacia. As investigações continuam e nenhuma linha de apuração foi descartada.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.