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Investigação

Coronel da reserva da PM é investigado por facilitar acesso de suspeitos de ligação com o PCC a clube

Relatório da Polícia Federal aponta que oficial da reserva usava cargo na associação de oficiais para beneficiar operadores financeiros.

Por Redação Diário Local

O coronel da reserva Luiz Carlos Pereira Martins é alvo de investigações que apontam o uso de sua posição na Associação dos Oficiais da Polícia Militar de São Paulo (AOPM) para beneficiar indivíduos suspeitos de prestarem serviços ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo relatórios da Polícia Federal (PF), o oficial teria garantido privilégios em eventos e facilitado o acesso de operadores financeiros a estruturas da entidade.

Atualmente, Pereira Martins ocupa os cargos de diretor de Colônias e de Patrimônio da associação. De acordo com informações de associados da AOPM, o oficial utilizava o cargo para reservar vagas de estacionamento e acomodar convidados em locais privilegiados durante as festas promovidas pelo "clube da PM".

O que diz a investigação da Polícia Federal?

Mensagens analisadas pela Polícia Federal revelam que o coronel tratava diretamente com Robson Martins de Souza sobre o transporte de veículos de luxo para eventos da associação. Entre os automóveis mencionados nas comunicações estavam modelos da marca Porsche, como os modelos Cayenne, Panamera e 911 Carrera S.

Além do tratamento sobre veículos, a PF registrou que o coronel organizava viagens para os investigados utilizarem as colônias de lazer mantidas pela associação. Em mensagens de anos anteriores, Pereira Martins sugeriu o uso das estruturas para feriados e viagens, destacando que o custo seria menor para quem fosse associado.

No relatório, a Polícia Federal descreve o oficial como "grande amigo" de Cléber Azevedo dos Santos e de Robson Martins de Souza. O documento da PF afirma que, por meio dessa relação, o coronel "parece abrir portas na corporação PMESP" para o grupo investigado.

Repercussão e posição das instituições

A proximidade do oficial com pessoas posteriormente ligadas a estruturas financeiras de organizações criminosas gerou preocupação entre os membros da associação. Alguns associados relataram receio quanto ao controle de acesso às festas e áreas reservadas da entidade.

Em nota divulgada nesta terça-feira (28), a AOPM confirmou a relação de amizade entre o coronel e os empresários, mas afirmou que, no período dos fatos, não havia suspeitas sobre eles. A entidade reiterou que o oficial não possui indícios de práticas ilícitas contra a associação.

A Polícia Militar e a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informaram que não compactuam com desvios de conduta. Segundo as instituições, a Corregedoria da Polícia Militar já solicitou acesso aos documentos da investigação conduzida pela Polícia Federal para apurar os fatos.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.