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Segurança

Coronel da PM de São Paulo participava de grupo de WhatsApp com integrante do PCC

Investigação do Ministério Público aponta que Luiz Carlos Pereira Martins participava de grupo de mensagens com Cléber Azevedo dos Santos.

Por Redação Diário Local

O coronel aposentado da Polícia Militar do Estado de São Paulo, Luiz Carlos Pereira Martins, participava de um grupo de mensagens no WhatsApp que reunia um integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação faz parte das investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) no âmbito da Operação Jan.

De acordo com os promotores que atuam no caso, o grupo de conversas recebeu o nome de “Aniversário general” e permaneceu ativo, ao menos, até a segunda-feira (21) de novembro de 2023. O chat reunia o oficial e Cléber Azevedo dos Santos, apontado como integrante da organização criminosa.

As investigações do Ministério Público indicam que Martins utilizava o canal de comunicação para intermediar contatos de natureza política. O grupo de mensagens servia como uma ferramenta de interlocução para fins que extrapolavam o uso privado do aplicativo.

Além da intermediação política, os promotores apontam outros vínculos entre o oficial e o integrante do PCC. Segundo o MP-SP, Martins realizava festas em conjunto com o operador financeiro da facção criminosa.

O caso é detalhado no contexto da Operação Jan, que apura a atuação de membros de instituições públicas em conexões com o crime organizado. O Ministério Público busca identificar a extensão do envolvimento de agentes do Estado com a estrutura financeira e política do grupo.

Até o momento, as condutas de intermediação de contatos e a realização de eventos sociais entre o coronel aposentado e o membro da facção são o foco das apurações. O objetivo é entender se havia troca de informações ou benefícios decorrentes dessas relações.

A operação conta com o suporte de dados extraídos de dispositivos móveis, que revelaram a existência e o nome do grupo de mensagens. Os registros de conversas são peças centrais para os promotores que conduzem o inquérito.

O Ministério Público deve seguir com a produção de provas para determinar a responsabilidade penal dos envolvidos. O caso segue sob investigação para verificar se a atuação do oficial configurou crimes contra a administração pública ou auxílio ao crime organizado.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.