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Investigação

Deputado aciona PGR para investigar obras em ilha de Willer Tomaz em Angra dos Reis

Parlamentar apresentou vídeos de possíveis danos ambientais em imóvel da União na Área de Proteção Ambiental de Tamoios.

Por Redação Diário Local

O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar obras realizadas na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). O parlamentar contesta intervenções em um imóvel da União ocupado pela WT Administração de Imóveis e Bens S/A, empresa representada pelo advogado Willer Tomaz.

A área onde ocorrem as obras está situada na Área de Proteção Ambiental de Tamoios. Na representação enviada ao órgão, o deputado apresentou vídeos que, segundo ele, mostram a instalação de estruturas metálicas, ampliação de edificações, acúmulo de entulho e o despejo de concreto diretamente no mar.

A denúncia aponta a possibilidade de crimes ambientais baseados nos artigos 60, 63 e 64 da Lei de Crimes Ambientais. O pedido de apuração destaca riscos de danos à vegetação local, à fauna marinha e a áreas protegidas da região.

Rogério Correia solicitou que a PGR verifique a existência de licenças ambientais e autorizações necessárias para as intervenções, além de identificar os responsáveis. O parlamentar também pediu o embargo cautelar das obras até que a regularidade das atividades seja comprovada.

Além da questão ambiental, o caso envolve a transferência dos direitos de ocupação do imóvel para a empresa ligada a Willer Tomaz. Essa operação já é alvo de investigação da Polícia Federal (PF), motivada por indícios de irregularidades apontados em documentos da Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

Na representação, o deputado requer a abertura de investigação criminal, inquérito civil e a realização de perícia ambiental. Caso as irregularidades sejam confirmadas, ele solicita a responsabilização dos envolvidos, a retirada de estruturas ilegais e a recuperação de danos ambientais.

Disputa judicial anterior

O imóvel na Ilha Comprida também é objeto de uma disputa judicial anterior envolvendo o atacante de futebol Richarlison. A empresa ligada ao jogador adquiriu a mansão em 2020, mas o advogado Willer Tomaz obteve na Justiça o direito à posse do imóvel.

O processo chegou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), que manteve a decisão favorável à empresa de Tomaz. Em uma das ações, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi arrolado como testemunha, mas nega qualquer envolvimento na disputa pela propriedade.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.