Diretor-adjunto de escola é afastado após ser preso por atirar em advogado em MS
Alex Sandro Regmunt foi afastado da função de diretor-adjunto em Jardim (MS) após a Justiça decretar sua prisão preventiva
Por Redação Diário Local
O diretor-adjunto da Escola Estadual Professor Antônio Pinto Pereira foi afastado de sua função nesta sexta-feira (9), em Jardim (MS). A medida da Secretaria Estadual de Educação (SED) ocorre após o profissional ser preso suspeito de atirar contra um advogado durante uma diligência de apreensão de um veículo.
A Justiça converteu a prisão em flagrante em preventiva e determinou que os órgãos de Educação estadual e municipal fossem comunicados sobre o caso. O afastamento do servidor foi oficializado pela SED, que também abriu um procedimento administrativo para averiguar os fatos.
O que aconteceu durante a apreensão
O episódio teve início na tarde de quinta-feira (8), quando uma oficial de Justiça foi até a residência da esposa do suspeito para cumprir uma ordem de apreensão de um veículo Fiat Strada. De acordo com o boletim de ocorrência, a proprietária entregou as chaves e o automóvel sem oferecer resistência.
Um advogado que representava a instituição financeira assumiu a direção do carro para levá-lo ao Fórum. Durante o trajeto, o suspeito, identificado como Alex Sandro Regmunt, de 48 anos, teria emparelhado com o automóvel em uma caminhonete D-20 e efetuado disparos.
Os tiros atingiram o advogado duas vezes nas costas. Informações médicas indicam que um dos projéteis ficou alojado na medula da vítima, que relatou não conseguir sentir as pernas após o ataque.
Armas e investigação policial
A Polícia Civil realizou a prisão do suspeito nas proximidades e encontrou, dentro da caminhonete D-20, um revólver calibre .454 Casull, uma pistola calibre .380 e uma espingarda de pressão. Também foram encontrados cinco estojos de munição calibre .380 no local dos disparos.
Embora o investigado possua registro como CAC (Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador), a Polícia Civil apontou que a autorização não permitia o transporte do armamento nas condições registradas no momento da ocorrência.
A defesa do profissional argumentou em pedido de liberdade que ele é servidor público com vínculo estável, primário e possui residência fixa. No entanto, o juiz Milton Zanutto Júnior manteve a prisão preventiva, citando a gravidade do caso.
