Pouso Alegre tem posto de coleta de DNA para familiares de pessoas desaparecidas
Atendimento em Pouso Alegre ocorre até sexta-feira (28) no Posto Médico-Legal para ajudar na identificação de pessoas.
Por Redação Diário Local
Familiares de pessoas desaparecidas podem realizar a doação de DNA em Pouso Alegre até esta sexta-feira (28). O atendimento ocorre no Posto Médico-Legal, localizado na Avenida Prefeito Sapucaí, no Centro da cidade.
A ação integra uma Mobilização Nacional de Coleta de DNA no Sul de Minas. Além de Pouso Alegre, também há pontos de coleta em Itajubá, no Hospital de Clínicas, e em São Sebastião do Paraíso, no Ambulatório da Prefeitura.
Como funciona a coleta de DNA?
O procedimento é gratuito, rápido e não requer a retirada de sangue. A coleta é feita por meio de um cotonete na parte interna da bochecha, sendo um processo indolor.
Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, o material genético dos familiares é utilizado para ser comparado com perfis de pessoas encontradas vivas ou mortas sem identificação. A busca é realizada nos bancos estaduais e nacional de DNA.
Quais são os documentos necessários?
Para efetuar a doação, é preciso apresentar um documento de identificação e as informações contidas no boletim de ocorrência do desaparecimento, como o número, o estado de registro e a delegacia responsável. A recomendação é que o interessado leve uma cópia do boletim, embora o item não seja obrigatório.
A orientação técnica é que o material seja coletado, de preferência, por parentes de primeiro grau, o que inclui pais, filhos ou irmãos biológicos. No caso de crianças, a doação só pode ser feita mediante acompanhamento do responsável legal.
Há prazo para a doação?
A mobilização atual se encerra nesta sexta-feira (28), mas o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que não existe um prazo limite para a coleta. Isso significa que familiares podem realizar o procedimento mesmo que o desaparecimento tenha ocorrido há bastante tempo.
Caso ocorra uma identificação por meio dos testes, um laudo oficial é encaminhado à delegacia que acompanha o caso, e a polícia entra em contato com a família para orientar sobre os próximos passos.
