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Segurança

Entregador acusa agentes da Guarda Municipal de usar eletrochoque e desferir chutes

Luccas Coelho relatou ter sofrido choques e chutes durante abordagem na Zona Sul; Guarda Municipal afirma que houve resistência à prisão

Por Redação Diário Local

Um entregador de aplicativo acusa agentes da Guarda Municipal de usar uma pistola de eletrochoque, aplicar chutes e realizar uma imobilização violenta durante uma abordagem neste domingo (11), na Zona Sul do Rio de Janeiro. A ocorrência aconteceu entre Copacabana e Ipanema, e o entregador, identificado como Luccas Coelho, foi conduzido à 13ª DP.

Segundo o relato de Luccas, ele seguia de bicicleta pela Rua Francisco Otaviano quando um agente levantou uma placa de sinalização para ordenar sua parada. O entregador afirma que não conseguiu frear a tempo e foi atingido pela placa no rosto. Ele relatou ainda que, ao tentar filmar a abordagem com o celular, os agentes utilizaram dispositivos de eletrochoque contra ele e derrubaram o aparelho.

Testemunhas que presenciaram a ação confirmaram à polícia que o jovem recebeu descargas elétricas, caiu e apresentou movimentos involuntários nas pernas devido ao choque. Uma mulher que se identificou como enfermeira prestou assistência ao rapaz enquanto ele permanecia caído no chão, conforme informações apresentadas à polícia.

Uma das testemunhas, Alícia Arantes, afirmou em depoimento que viu um dos agentes atingir o celular do entregador. Ela corroborou a versão de que Luccas sofreu a descarga elétrica e perdeu o controle do corpo após o impacto, relatando também que ele teria recebido chutes enquanto estava caído.

Versão da Guarda Municipal

A Guarda Municipal apresentou uma versão diferente sobre a dinâmica da abordagem. A corporação afirmou que o entregador trafegava pela ciclofaixa e desobedeceu a uma ordem de parada em uma área de travessia de pedestres, o que teria quase causado o atropelamento de uma mulher.

De acordo com os agentes, após a colisão com a placa de sinalização, o homem teria desacatado os servidores e resistido à prisão. A corporação confirmou o uso da pistola de eletrochoque, alegando que a medida foi necessária após a resistência, e informou que o entregador recusou atendimento médico.

O registro policial feito na 13ª DP reúne suspeitas de desacato, desobediência, resistência e lesão corporal. Vídeos gravados por pessoas que estavam no local durante a ocorrência devem ser utilizados para esclarecer a sequência exata dos fatos.

A Guarda Municipal informou que abrirá uma apuração interna para analisar a conduta dos envolvidos e as circunstâncias da abordagem. Até o momento, não há laudo médico divulgado que estabeleça a causa dos movimentos apresentados pelo jovem, nem informações sobre o afastamento dos servidores.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.