Estudante de Direito é presa em São Paulo suspeita de aplicar golpes por meio de cursos e mentorias
Micaelli Araújo, de 22 anos, usava imagem de especialista em prevenção de fraudes para conquistar vítimas em São Paulo
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, em São Paulo, a estudante de Direito Micaelli Araújo, de 22 anos, suspeita de envolvimento em fraudes financeiras. A prisão faz parte da Operação Reflexo, que investiga golpes divulgados por meio de redes sociais.
De acordo com as investigações, a estudante oferecia cursos, mentorias e consultorias voltadas à prevenção de fraudes. A polícia afirma que ela utilizava essa imagem de especialista para conquistar a confiança das vítimas.
As apurações indicam que parte dos serviços oferecidos envolvia a tentativa de desbloqueio de contas bancárias que haviam sido suspensas por suspeita de fraude. A estudante também teria usado sua experiência como estagiária em um escritório de advocacia para conferir maior credibilidade às atividades.
Como funcionava a fraude?
Segundo a PCDF, algumas vítimas entregavam informações sigilosas ou realizavam pagamentos antecipados pelos serviços prometidos. A suspeita teria utilizado esses dados e valores para realizar transferências não autorizadas e reter quantias.
A investigação também identificou a criação de uma loja fictícia, montada com caixas e celulares, para servir de cenário para fotos e vídeos. O objetivo era dar aparência de autenticidade aos perfis que se passavam por estabelecimentos reais.
A polícia informou que Micaelli e o namorado administravam esses perfis e recebiam pagamentos pela venda de aparelhos celulares que não eram entregues aos compradores.
Investigação e prisão
As investigações tiveram início após vítimas registrarem ocorrências em delegacias do Distrito Federal relatando situações semelhantes. A equipe de inteligência conseguiu relacionar as atividades virtuais da estudante aos prejuízos financeiros informados.
Com base nas provas reunidas, a Justiça do Distrito Federal decretou a prisão preventiva da estudante. O casal é investigado pelo crime de estelionato mediante fraude eletrônica, que possui pena de quatro a oito anos de prisão.
