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Segurança

Polícia Federal prende ex-prefeito de São Mateus suspeito de crimes eleitorais

Operação da Polícia Federal investiga suspeitas de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica em campanha eleitoral no município.

Por Redação Diário Local

O ex-prefeito de São Mateus, Daniel Santana, conhecido como Daniel da Açaí, foi preso pela Polícia Federal na tarde desta sexta-feira (2). Candidato a deputado estadual, ele é investigado por suspeitas de crimes eleitorais, incluindo lavagem de dinheiro e associação criminosa.

A operação deflagrada pela Polícia Federal (PF) mirou irregularidades no uso de recursos financeiros em campanhas eleitorais. Além de Santana, outras quatro pessoas foram presas em flagrante durante a ação realizada no município.

A investigação teve início após o recebimento de denúncias sobre movimentações atípicas envolvendo altos valores em dinheiro vivo. Segundo a PF, os indícios apontam para o uso de recursos de origem empresarial em atividades de campanha, sem seguir os mecanismos oficiais de arrecadação e controle previstos na legislação.

A ação policial ocorreu em um comitê eleitoral do candidato, localizado no bairro Boa Vista, em São Mateus. Durante as buscas, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, aparelhos celulares, computadores, mídias digitais e documentos que serão alvo de perícia.

O investigado responde por outros crimes em apurações anteriores. De acordo com a PF, as suspeitas atuais também englobam a prática de falsidade ideológica eleitoral.

Daniel Santana já havia sido preso pela Polícia Federal em 2021. Naquela ocasião, ele era alvo de investigações por corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações realizadas pela prefeitura de São Mateus.

Durante a operação ocorrida em 2021, os agentes apreenderam mais de R$ 700 mil em dinheiro em espécie. Desse montante, R$ 400 mil foram localizados na residência de Daniel e cerca de R$ 300 mil em uma empresa ligada à gestão municipal da época.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal para apurar o desdobramento das movimentações financeiras identificadas no comitê eleitoral.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.