Família é presa por suspeita de morte de recém-nascida na zona leste de São Paulo
Pais, avó e bisavó da criança foram presos nesta segunda-feira (12) após confissão de asfixia e ocultação de corpo.
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil prendeu, nesta segunda-feira (12), os pais de uma recém-nascida na zona leste de São Paulo por suspeita de envolvimento na morte da criança. Além do casal, a avó e a bisavó da bebê também foram presas em flagrante.
De acordo com as investigações, André Dias Cardozo Jo e Maryana Luysa dos Santos Cunha admitiram o crime. O homem confessou ter asfixiado a recém-nascida, enquanto a companheira teria ajudado tanto na execução quanto na ocultação do corpo da criança.
O corpo da menina foi localizado dentro de uma sacola plástica deixada no banheiro de uma residência. A polícia ainda não detalhou se o imóvel pertence à família dos envolvidos.
A investigação teve início após os agentes identificarem versões contraditórias apresentadas pelos cinco envolvidos no caso. Durante os exames médicos-legais, foi constatado que a criança chegou a respirar após o nascimento, o que desmentiu a versão dos suspeitos de que a bebê já teria nascido morta.
Além do casal, a avó de André, Geni de Lourdes Dias Candido, e a bisavó, Luciana de Fátima Dias Candido, também foram presas. Relatórios policiais indicam que as duas mulheres participaram da alteração da cena do crime.
Em razão da tentativa de ocultar o ocorrido e alterar os fatos, as mulheres foram autuadas em flagrante por fraude processual e falso testemunho. Um adolescente, irmão de André, também foi apreendido durante a ação policial.
O delegado Luan Pereira de Andrade Negão acompanhou a realização dos exames no corpo da recém-nascida e também esteve no hospital onde a mãe da criança deu à luz. As diligências presenciais foram consideradas determinantes para o esclarecimento da dinâmica do crime.
A Polícia Civil já solicitou à Justiça a conversão das prisões em preventivas, pedido que ainda está sob análise judicial. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) foi procurada para comentar o caso, mas ainda não enviou um posicionamento.
