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Segurança

Polícia conclui que ida a festa motivou assassinato de mulher em Montes Claros

Ex-companheiro de Suelen Fernandes Prates, de 42 anos, matou a vítima por esganadura após saber que ela iria a um evento com uma amiga.

Por Redação Diário Local

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) identificou que o motivo do feminicídio de Suelen Fernandes Prates, de 42 anos, foi a intenção da vítima de ir a uma festa com uma amiga. O crime aconteceu em Montes Claros e a mulher morreu em decorrência de asfixia por esganadura.

Segundo a investigação, o ex-companheiro da vítima, de 51 anos, utilizou o fato de ter tomado conhecimento da ida de Suelen ao evento como estopim para o ataque. A delegada Francielle Drumond informou que o homem atraiu a mulher até sua residência e trancou o portão para evitar qualquer tentativa de defesa ou saída.

As diligências e oitivas realizadas pela Polícia Civil indicaram que o relacionamento entre o casal era marcado por violência psicológica e ciúme obsessivo. O homem exercia controle sobre a rotina da vítima, incluindo o uso de roupas e a frequência a determinados lugares.

A delegada explicou que, após o término da relação em maio, o autor passou a perseguir a mulher tanto em seu local de trabalho quanto nas proximidades da casa de parentes. Até o momento do crime, não havia registros de boletins de ocorrência sobre os comportamentos controladores.

Tentativa de suicídio e estado de saúde

Após o assassinato, o homem tentou tirar a própria vida. De acordo com a PCMG, ele enviou mensagens para familiares confessando o feminicídio e comunicando a intenção de se suicidar, antes de desferir um disparo de arma de fogo contra a própria mandíbula.

Familiares socorreram o suspeito e o encaminharam ao hospital em estado grave. A delegada Francielle Drumond relatou que ele chegou a ficar em coma, mas apresentou evolução positiva e, atualmente, encontra-se estável e consciente, embora ainda necessite de cuidados específicos.

O investigado permanece internado sob escolta policial e está preso preventivamente. Devido ao seu estado de saúde, ele ainda não foi ouvido formalmente pela Polícia Civil sobre o ocorrido.

O inquérito policial será encaminhado ao Ministério Público com o indiciamento do homem pelo crime de feminicídio.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.