Fonoaudiólogo é preso em Barbacena suspeito de abusar de mães de pacientes em Barroso
Investigado teria atraído mães de pacientes da Apae de Barroso para o consultório sob pretexto de testes para os filhos.
Por Redação Diário Local
Um fonoaudiólogo de 50 anos foi preso preventivamente pela Polícia Civil nesta quarta-feira (12), no Centro de Barbacena, suspeito de cometer abusos sexuais contra mulheres em Barroso, na região do Campo das Vertentes. O profissional é investigado por crimes que teriam ocorrido contra mães de pacientes atendidos pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Barroso.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, ao menos seis mulheres relataram ter sido vítimas do investigado durante os atendimentos realizados na instituição. O nome do suspeito não foi divulgado pelas autoridades até o momento.
Segundo os relatos que embasam o inquérito, o investigado utilizava o pretexto de ensinar testes que as mães deveriam aplicar em seus filhos para atraí-las ao consultório. Uma vez no local, ele as posicionava próximas a ele, entre suas pernas, para realizar os atos.
As denúncias indicam que o profissional teria tocado o corpo das vítimas com o objetivo de se estimular sexualmente. O caso agora segue sob apuração policial para confirmar a extensão das condutas relatadas.
Em depoimento prestado às autoridades, o fonoaudiólogo negou as acusações de abuso. A Polícia Civil instaurou um inquérito policial para concluir a apuração detalhada de todos os fatos e identificar possíveis outras vítimas.
O advogado Marcelo Chaves, responsável pela defesa do investigado, informou que teve acesso apenas a uma cópia do inquérito policial e ainda não consultou os autos principais. Por esse motivo, a defesa afirmou que não irá se manifestar sobre as acusações neste momento.
Questionada sobre o ocorrido, a Apae de Barroso não enviou resposta até a última atualização desta matéria. O caso segue sendo tratado pelas autoridades locais de Barbacena e Barroso.
A prisão preventiva do suspeito foi determinada para garantir a continuidade das investigações. A Polícia Civil segue trabalhando na coleta de provas e depoimentos que possam instruir o processo judicial.
