Fotógrafo que usava identidade do irmão morto para fugir da Justiça é preso em São Paulo
Gilmar Cintra era considerado foragido por tentativa de homicídio cometida em 2009 e utilizava documentos do irmão gêmeo morto.
Por Redação Diário Local
O fotógrafo Gilmar Cintra, de 48 anos, foi preso na manhã da última sexta-feira (14) na região central de São Paulo. Ele era considerado foragido da Justiça por uma tentativa de homicídio e utilizava os documentos de seu irmão gêmeo, Gilson Cintra, para ocultar sua identidade.
A prisão ocorreu na Avenida Doutor Enéas Carvalho de Aguiar, no Jardim Paulista, após o homem ser identificado por câmeras do sistema de monitoramento Smart Sampa. O suspeito tentava se passar por outra pessoa para evitar o cumprimento de uma ordem judicial.
Durante a abordagem, Gilmar inicialmente negou ser foragido e apresentou documentos que não pertenciam a ele. No entanto, após questionamentos feitos pelos agentes, o homem admitiu que utilizava o nome de seu irmão gêmeo, que faleceu aos 2 anos de idade.
Identificação por câmeras e documentos falsos
Com o fotógrafo, foram apreendidos uma certidão de nascimento, cartões bancários e um documento emitido pelo estado do Paraná. Todos os itens estavam registrados em nome de Gilson Cintra, o irmão falecido.
A identidade do preso foi confirmada por meio de exames de coleta de digitais. O procedimento reconfirmou que o portador dos documentos era, de fato, Gilmar Cintra, permitindo o cumprimento do mandado de prisão.
Além de responder pelo mandado de prisão em aberto pela tentativa de homicídio, o homem recebeu novas acusações. Gilmar Cintra foi autuado em flagrante pelo crime de uso de documento falso.
Histórico da tentativa de homicídio
A investigação apurou que o crime pelo qual o homem era procurado aconteceu em 2009. Na ocasião, Gilmar Cintra tentou matar uma pessoa após a contratação de serviços sexuais.
De acordo com os relatos da vítima, o agressor desferiu golpes de faca e utilizou uma pedra para tentar consumar o homicídio. O ataque ocorreu após o homem impedir que a vítima retornasse ao centro da cidade.
A vítima do crime de 2009 conseguiu sobreviver ao ataque graças ao auxílio de moradores da região. Após ser condenado pelo episódio, Gilmar passou a adotar a identidade do irmão para viver sob o nome de Gilson.
Atuação profissional e exoneração
No ambiente profissional e nas redes sociais, o homem se apresentava como Gil Cintra. Ele atuava como fotógrafo de eventos, realizando registros de casamentos, batizados e outras celebrações.
Além da atividade autônoma, Gilmar ocupava um cargo público na região metropolitana. Ele trabalhava como chefe da Divisão de Imprensa Digital, Artes e Multimídias na Prefeitura de Embu-Guaçu.
A exoneração do servidor foi publicada oficialmente nesta sexta-feira (14). O ato administrativo ocorreu poucas horas após a formalização da captura do fotógrafo em São Paulo.
A Polícia Civil agora conduz as investigações para detalhar as circunstâncias da prisão. O caso segue sob análise das autoridades competentes para os desdobramentos criminais.
