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Segurança

Gaeco realiza operação contra fornecedor de caça-níqueis ligado a grupo do jogo do bicho

Operação contra grupo que atua há 30 anos apreendeu R$ 63 mil e peças de máquinas em Campinas nesta quarta-feira (7)

Por Redação Diário Local

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia realiza, nesta quarta-feira (7), a terceira fase da Operação Trevo do Infortúnio. A ação investiga uma organização criminosa que atua há mais de 30 anos no Triângulo Mineiro com foco na lavagem de dinheiro por meio da exploração de jogos de azar, do bicho e de máquinas caça-níqueis.

Nesta etapa, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em Campinas, nos bairros Jardim Boa Esperança e Parque Via Norte. O alvo das buscas é um investigado, cuja identidade não foi divulgada, apontado como um dos principais fornecedores de máquinas caça-níqueis para o grupo criminoso.

Durante as diligências em Campinas, as autoridades apreenderam mais de R$ 63 mil em espécie e diversas peças utilizadas para a manutenção de aparelhos caça-níqueis. Segundo o Gaeco, o investigado disponibilizava os equipamentos mediante o uso de falsos contratos de locação e documentos fiscais, embora recebesse uma remuneração baseada no percentual da arrecadação das máquinas.

As investigações apontam que o esquema de lavagem de dinheiro envolvia pagamentos em dinheiro, cheques e movimentações financeiras por meio de terceiros. O objetivo dessa prática era dificultar a identificação da origem e do destino dos valores arrecadados pelo grupo.

Além de operar em Minas Gerais, as máquinas da empresa do investigado também eram utilizadas de forma irregular nos estados de Goiás e Tocantins. A operação em Campinas conta com o apoio do Gaeco de Campinas e do 1° Batalhão de Ações Especiais de Campinas (BAEP).

Histórico da operação

A Operação Trevo do Infortúnio teve sua primeira fase iniciada em 1º de dezembro de 2022, em Uberlândia. Já na segunda fase, realizada em 20 de abril de 2023, foram cumpridos 26 mandados de busca e apreensão em Uberlândia, Ituiutaba, Araguari e Goiânia (GO).

Na fase anterior, a Justiça determinou a indisponibilidade de bens e valores de 23 investigados para garantir o montante de R$ 36 milhões. O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) identificou que os principais pontos de exploração do grupo em Uberlândia ficavam nos bairros Luizote de Freitas, Martins, Osvaldo Rezende, Tibery, Custódio Pereira e Bom Jesus.

Até o momento, ninguém foi preso nesta terceira fase da operação. O nome da ofensiva foi escolhido porque o símbolo de um "trevo" foi identificado nos pontos de aposta utilizados pela organização criminosa.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.