Operação contra garimpo ilegal em Três Corações termina com seis presos e um adolescente apreendido
Ação da Polícia Militar de Meio Ambiente ocorreu na zona rural de Três Corações e resultou na apreensão de barcos, munições e drogas.
Por Redação Diário Local
A Polícia Militar de Meio Ambiente registrou sete pessoas detidas — seis adultos presos e um adolescente apreendido — durante uma operação contra o garimpo ilegal no leito do Rio Verde, em Três Corações, no Sul de Minas. O flagrante ocorreu nesta quarta-feira (16), na região da Fazenda Maravilha, zona rural do município.
As equipes do Batalhão de Meio Ambiente realizavam o cumprimento de uma requisição da Justiça Federal para a inutilização de dragas apreendidas em fiscalizações anteriores. Durante o patrulhamento terrestre, embarcado e com o apoio de aeronaves remotamente pilotadas (drones), os policiais identificaram a extração clandestina de ouro.
Ao tentarem fugir da abordagem, os suspeitos foram alcançados pelos militares. Os seis adultos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Federal em Varginha, enquanto o adolescente foi levado para a Polícia Civil de Três Corações. De acordo com a corporação, os envolvidos são naturais de Minas Gerais, Pará, Maranhão e Goiás.
Além das prisões, a fiscalização resultou na apreensão de cinco barcos de alumínio equipados com motor de popa, bateias, tapetes, maçaricos e celulares. Durante a busca, os policiais encontraram uma mochila com 52 munições calibre .38 deflagradas e outras 40 intactas, além de três grandes invólucros de maconha.
A ocorrência envolve suspeitas de diversos crimes, como usurpação de bem da União, tráfico de drogas, corrupção de menor, operação sem licença, porte de munição de uso permitido e degradação ambiental. Também foram lavrados autos de infração administrativa contra os envolvidos.
Impactos ambientais do garimpo
A atividade clandestina no Rio Verde apresenta um histórico de recorrência. Segundo dados da Polícia Militar de Meio Ambiente, o município já registra mais de 20 casos de garimpo ilegal apenas em 2026. Nos últimos três anos, o número de ocorrências na região alcançou a marca de 70 casos.
O engenheiro químico Oswaldo Henrique Baroli Reis alerta para os danos físicos, químicos e ambientais causados pela prática. Segundo o especialista, o processo altera a cor, a turbidez e a composição da água e do solo, além de introduzir substâncias perigosas como mercúrio, alumínio e cádmio no ecossistema.
Sobre a recuperação das áreas atingidas, Reis destaca que o tempo necessário para a regeneração é subjetivo. O prazo depende da intensidade da exploração e do nível de intervenção realizado, variando conforme o tempo de uso das dragas e o volume de máquinas e equipamentos movimentados no leito do rio.
