Mulher é vítima de golpe do falso mecânico e paga R$ 2,7 mil por conserto não realizado no Rio
Vítima foi abordada por um homem que simulou a troca de peça no veículo na Zona Norte; Polícia Civil investiga o caso.
Por Davy Albuquerque
Uma motorista foi vítima do golpe do falso mecânico na Zona Norte do Rio de Janeiro após pagar R$ 2,7 mil por um reparo que nunca foi realizado no veículo. O caso de estelionato está sendo investigado pela Polícia Civil e o registro foi feito na 20ª DP (Vila Isabel).
A vítima, Camila Lima, relatou que dirigia pela Avenida Engenheiro Octacílio Negrão de Lima, no Andaraí, acompanhada da mãe, quando ouviu barulhos na lateral do automóvel. Na ocasião, um casal que estava em outro carro se aproximou para avisar que algo parecia estar caindo da parte de baixo do veículo.
Ao estacionar para verificar o problema, um homem se apresentou como mecânico e afirmou trabalhar em uma oficina próxima. O suspeito disse que seria necessária a substituição do módulo central da injeção eletrônica do carro.
Pouco tempo depois, o homem retornou com uma suposta peça e afirmou ter concluído o conserto. Pelo serviço e pelo componente, ele cobrou R$ 2.700, valor que foi pago via Pix. Segundo o relato, a vítima chegou a receber uma nota fiscal e uma garantia de um ano para a peça trocada.
A fraude só foi descoberta dias depois, quando a motorista levou o carro a uma oficina de sua confiança. Ao realizar a revisão, foi constatado que nenhuma peça havia sido substituída, confirmando que ela foi alvo de um golpe.
Como a fraude foi descoberta?
A irregularidade foi percebida apenas após a motorista consultar um profissional de confiança. Na inspeção, o mecânico confirmou que o componente original permanecia intacto, apesar do pagamento realizado pelo suposto serviço.
A Polícia Civil informou que já solicitou imagens de câmeras de segurança da região para tentar identificar os envolvidos. As investigações sobre o crime de estelionato seguem em andamento na delegacia da área.
Como funciona o golpe?
Segundo as investigações, o criminoso aborda motoristas durante o trajeto para criar uma falsa situação de emergência mecânica. O suspeito convence a vítima de que há um defeito no veículo para simular um conserto e cobrar valores altos.
Em muitos casos registrados desse tipo de crime, o automóvel sequer apresenta qualquer problema mecânico antes da abordagem dos suspeitos, que aproveitam o momento de vulnerabilidade para aplicar o estelionato.
