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São Paulo

Governo de SP reprova continuidade de greve dos ferroviários e aponta caráter político ao movimento

Gestão estadual classifica decisão de manter a greve como injustificável e afirma que sindicato busca reestatização de serviços.

Por Redação Diário Local

O governo de São Paulo classificou como "injustificável" a decisão do Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil de manter a paralisação que afeta as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM. Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação (Secom) na noite desta terça-feira (4), a gestão estadual manifestou "absoluta reprovação" e afirmou que o movimento possui caráter político, voltado à reestatização de serviços concedidos.

A administração estadual argumentou que a greve impõe prejuízos a cerca de 1 milhão de passageiros e compromete a mobilidade na região metropolitana. Segundo o governo, a paralisação contribuiu para o registro de 720 quilômetros de congestionamento na manhã desta terça-feira (4) e levou à suspensão do rodízio municipal de veículos na capital paulista.

O que diz o sindicato sobre a greve?

O Sindicato dos Ferroviários da Central do Brasil informou que a paralisação deve seguir pelo menos até as 17h desta quarta-feira (5), quando será realizada uma nova assembleia para avaliar as negociações. A principal reivindicação da categoria é a obtenção de uma garantia formal, por escrito, de que todos os funcionários da CPTM terão os empregos preservados.

Entre as outras exigências dos trabalhadores estão a reestatização das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade — atualmente concedidas à Trivia Trens — e o apoio do governo à aprovação do Projeto de Lei (PL) nº 730/2025 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), que prevê a absorção de funcionários da estatal por órgãos da administração pública após concessões.

O posicionamento do governo sobre os empregos

O governo de São Paulo rebateu a justificativa do sindicato sobre o risco de demissões, afirmando que a alegação não é verdadeira. De acordo com a Secom, dos 4.648 funcionários empregados em junho de 2026, 2.171 permanecem na Linha 10-Turquesa, enquanto os demais integram um plano de realocação que abrange o Metrô, a Artesp, a Arsesp e outros órgãos.

A gestão estadual reiterou que a insistência na paralisação evidencia uma motivação que ultrapassa as reivindicações trabalhistas. O encontro entre lideranças da categoria e representantes do governo, ocorrido na segunda-feira (3) na Secretaria da Casa Civil, terminou sem a formalização de um acordo.

Impactos no transporte coletivo

A paralisação gerou reflexos no Metrô de São Paulo, com aumento de lotação nas linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata. Para mitigar os efeitos, as estações dessas linhas tiveram a abertura antecipada para as 4h da manhã e foram adicionadas mais composições à circulação na Linha 3-Vermelha.

Na CPTM, a Linha 11-Coral operou de forma parcial entre as estações Barra Funda e Guaianases, enquanto a Linha 12-Safira registrou operação parcial entre Brás e Engenheiro Goulart. A Linha 13-Jade não teve operação durante o dia. Para auxiliar no deslocamento, o Plano de Apoio entre Empresas em Situação de Emergência (Paese) mobilizou 128 ônibus.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.