Greve de ferroviários em São Paulo causa superlotação e trava o trânsito na capital
Paralisação das linhas 11, 12 e 13 afeta milhares de passageiros e faz congestionamento ultrapassar 2 mil km na capital.
Por Redação Diário Local
A paralisação dos ferroviários iniciada na madrugada desta terça-feira (4) em São Paulo afetou as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade, provocando superlotação, atrasos e dificuldades para quem precisava se deslocar para o trabalho. O movimento resultou em grandes congestionamentos, com quilometragem de filas que chegou a atingir 2.000 km na capital paulista durante a manhã.
O rodízio de veículos na cidade de São Paulo foi suspenso devido à greve. Segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o congestionamento já ultrapassava 1.000 km por volta das 9h. Apesar de o sistema de contagem ter indicado 2.000 km de filas às 10h, a CET informou que o site apresentava problemas e suspendeu a atualização em tempo real.
Como funciona a operação de contingência?
O governo de São Paulo e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) adotaram um plano de contingência para tentar atender os passageiros. Foi acionado o sistema Paese, que disponibilizou 128 ônibus gratuitos para o transporte.
Apesar do reforço, passageiros relataram que a demanda é superior ao número de veículos disponíveis. Em diversas estações, como em Itaquera e Ferraz de Vasconcelos, formaram-se grandes filas para o embarque nos coletivos, que já circulavam com ocupação máxima.
As estações abriram às 4h em regime de contingenciamento. No entanto, muitos usuários enfrentaram dificuldades de embarque e falta de informações sobre os horários de circulação dos trens e dos ônibus do sistema Paese.
Sobre a decisão da greve
A paralisação por tempo indeterminado foi decidida nesta segunda-feira (3) em votação no Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil (STEFZCB). O sindicato protesta contra a concessão das linhas e contra falhas na operação da Trivia Trens, empresa que assumiu as linhas que anteriormente pertenciam à CPTM.
A CPTM e o governo estadual manifestaram que há disposição para seguir com as negociações. Em reunião realizada nesta segunda-feira (3), o Estado reiterou compromissos com a preservação de postos de trabalho e a análise de projetos de interesse da categoria, incluindo a discussão sobre a incorporação da Estrada de Ferro Campos do Jordão pela CPTM.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou que a greve deve respeitar limites de atendimento: 80% do efetivo deve trabalhar nos horários de pico e 60% nos demais períodos. O descumprimento dessa ordem sujeita as empresas à multa diária de R$ 400 mil.
