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Investigação

Polícia investiga clínica na Zona Sul do Rio após morte de três pacientes e denúncias de sequelas

Delegacia do Consumidor apura óbitos e denúncias de 24 pacientes que relataram complicações e deformações após cirurgias plásticas.

Por Redação Diário Local

A Delegacia do Consumidor (Decon) da Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga o Grupo de Saúde Celita Toledo, na Zona Sul do Rio, após a morte de três pacientes e denúncias de complicações em cirurgias plásticas. Além dos óbitos, a polícia apura relatos de 24 mulheres que relataram sequelas como mutilações, deformações, necrose e ferimentos que permaneceram abertos por meses.

Um dos casos fatais é o de Jéssica Conceição da Cruz, de 34 anos. Ela realizou procedimentos como remodelamento costal, lipoaspiração e abdominoplastia em julho e faleceu após dois meses de internação. Segundo o depoimento de seu companheiro à polícia, o documento de óbito indica peritonite fecal causada por uma perfuração intestinal após a cirurgia.

A investigação também registra a morte de Isabely Viana, de 42 anos, ocorrida em 17 de junho (17). Isabely passou por uma abdominoplastia em 12 de junho (12) e apresentou queda nos sinais vitais e parada cardiorrespiratória durante o procedimento, falecendo cinco dias depois, após permanecer no CTI.

Relatos de sequelas e deformidades

Pacientes que buscaram a delegacia relataram danos físicos graves, como deformações nas mamas após a colocação de próteses e complicações abdominais. Daiana Maurina Dias, uma das vítimas, narrou que sofreu necrose na região operada e precisou passar por novos procedimentos de reparo em condições que descreveu como inadequadas.

A Polícia Civil apura ainda a suspeita de que médicos estrangeiros possam estar atuando de forma irregular na rede. A investigação verifica se profissionais vindos de fora do país, em cursos de pós-graduação, estariam realizando cirurgias sem possuir a especialização devida registrada no Conselho Federal de Medicina (CFM).

Investigação e prisões

Em ação realizada em 4 de agosto (04), agentes encontraram medicamentos vencidos em uma das unidades do grupo. Na ocasião, o proprietário do Laranjeiras Plastic Day Hospital, Adriano da Silva Nascimento, foi preso, mas responde em liberdade após o pagamento de fiança de R$ 10 mil.

O delegado Wellington Vieira, titular da Decon, informou que os inquéritos estão em fase de finalização e que, até o momento, ninguém foi indiciado. O delegado também relatou a suspeita de que algumas pacientes estejam sendo coagidas pela dona da clínica, Celita Toledo, a não prestarem depoimento.

A rede de saúde é composta por unidades interligadas em Laranjeiras, incluindo a Clínica Celita Toledo, o Laranjeiras Plastic Day Hospital e o Hospital Ênio Serra. Celita Toledo é candidata a deputada federal pelo Republicanos e, em suas redes sociais, afirmou que as pacientes que fazem reclamações deverão comprovar a origem das intercorrências.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.