Justiça mantém prisão de homem acusado de manter ex-esposa acorrentada por cinco dias em Goiás
A Justiça de Goiás converteu em preventiva a prisão de Ailton Rodrigues de Souza por manter a ex-companheira em cárcere privado.
Por Redação Diário Local
A Justiça do Estado de Goiás converteu em preventiva a prisão de Ailton Rodrigues de Souza neste sábado (22). O investigado é acusado de manter a ex-esposa, Emiliane Tamara Nunes Carvalho, presa e acorrentada por cinco dias em uma casa em Águas Lindas de Goiás, no Entorno do Distrito Federal.
A decisão foi proferida pelo juiz Cristian Assis, da 2ª Vara Criminal da Comarca de Ceres, após audiência de custódia. O magistrado sustentou que a medida é necessária para resguardar a integridade física e emocional da vítima, além de observar a periculosidade do indiciado e o risco de reiteração criminosa.
A defesa de Ailton solicitou liberdade provisória com medidas cautelares, mas o juiz avaliou que tais medidas seriam insuficientes diante da gravidade do caso.
O resgate e os detalhes do crime
A vítima foi resgatada pela Polícia Militar de Goiás (PMGO) nesta sexta-feira (21). Segundo a corporação, a mulher foi encontrada amarrada com cordas, presa a correntes de ferro e obrigada a usar uma máscara no rosto para evitar que vizinhos ouvissem seus gritos.
Emiliane Tamara era considerada desaparecida por familiares desde a última segunda-feira (17), quando saiu de casa para uma consulta médica e não retornou. De acordo com a PMGO, o sequestro teria ocorrido após ela sair de um comércio.
Durante a abordagem policial, o suspeito tentou fugir e resistiu à prisão. No local onde a mulher era mantida, os policiais apreenderam um carro, uma arma de fogo, algemas, cordas, correntes e sedativos.
Relato da vítima
Após receber alta médica, a vítima utilizou as redes sociais para relatar as agressões sofridas. Emiliane afirmou ter sido alvo de violência com o uso de ácido na boca e relatou ter sido estuprada diversas vezes pelo ex-companheiro.
A mulher informou que o relacionamento com o investigado terminou em dezembro de 2025, mas ele não aceitava a separação. O caso continua sob investigação da Polícia Civil de Goiás.
