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Justiça da Paraíba nega recurso e mantém Hytalo Santos e Israel Vicente presos

Decisão da Justiça da Paraíba nesta terça-feira (3) rejeita pedido de defesa para revogar prisão preventiva dos influenciadores.

Por Redação Diário Local

A Justiça da Paraíba negou, nesta terça-feira (3), o recurso da defesa de Hytalo Santos e Israel Vicente para revogar a prisão preventiva dos influenciadores. Com a decisão, ambos seguirão detidos no Presídio Desembargador Flóscolo da Nóbrega, em João Pessoa.

Os dois foram condenados em fevereiro de 2026 pela produção de conteúdo pornográfico envolvendo adolescentes. O caso é alvo de investigações que tiveram início em 2024, conduzidas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), antes de ganhar repercussão nacional.

As autoridades apuram denúncias de possível exploração de crianças e adolescentes em conteúdos publicados nas redes sociais. Segundo as investigações, Hytalo e Israel utilizavam a imagem de jovens para aumentar a audiência e obter ganhos financeiros nas plataformas digitais.

O inquérito também aponta suspeitas de exploração sexual e de controle sobre a rotina dos adolescentes que conviviam com o casal. A repercussão do caso ganhou força em agosto de 2025, após a publicação de um vídeo sobre a exposição e sexualização de menores nas redes sociais.

Hytalo Santos e Israel Vicente foram presos em Carapicuíba, na Grande São Paulo, em 15 de agosto de 2025. Após passarem alguns dias em unidades prisionais paulistas, os dois foram transferidos para a Paraíba no dia 28 de agosto de 2025.

Além da condenação criminal, os influenciadores são alvos de outras apurações. Uma das investigações foca em suspeitas de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, relacionadas a valores que teriam origem em atividades ilícitas.

Desde o início do processo, os advogados de Hytalo e Israel negam as acusações e sustentam a inocência dos dois. A defesa também questiona pontos específicos da condenação e busca a anulação do processo judicial.

O caso segue sob acompanhamento das autoridades paraestaduais e federais, considerando o histórico de crimes relacionados à exploração de menores e as novas frentes de investigação financeira.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.