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Serra

Justiça solta investigado por morte de mulher na Serra após tentativa de 'expulsar demônios'

Bryan Fernando Gimenez Souza deve cumprir medidas cautelares e não pode deixar o município da Serra após decisão de juíza.

Por Redação Diário Local

A Justiça concedeu liberdade a Bryan Fernando Gimenez Souza, de 26 anos, investigado pela morte de Marceli de Oliveira Gottardo, de 29 anos, na Serra, na Grande Vitória. O investigado recebeu um alvará de soltura assinado pela juíza Cristina Eller Pimenta Bernardo, que entendeu que a prisão preventiva poderia ser substituída por medidas cautelares.

Uma das condições impostas para a soltura é que Bryan não pode deixar o município da Serra. Caso descumpra a medida e saia da cidade, ele poderá ter a prisão preventiva decretada novamente. Apesar da decisão, a 5ª Vara Criminal da Serra afirmou que existem indícios suficientes de crime e que o caso deve ser analisado pelo Tribunal do Júri.

A morte de Marceli de Oliveira Gottardo ocorreu na noite de 21 de junho (21), em um apartamento no bairro Jardim Limoeiro. Na ocasião, o investigado foi preso em flagrante após declarar à Polícia Militar que, após consumir entorpecentes com a vítima, acreditou que ela estivesse possuída por demônios e a agrediu fisicamente para tentar expulsá-los.

Segundo relatos de vizinhos e testemunhas, a vítima foi encontrada em convulsão e apresentava marcas de agressão no corpo, incluindo sinais no pescoço. Uma estudante de enfermagem que prestou os primeiros socorros relatou ter observado uma marca profunda no pescoço da mulher e uma corrente prateada quebrada sob o corpo.

A vítima foi socorrida por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu e morreu durante as manobras de reanimação. Durante as buscas no imóvel, os militares apreenderam pinos de cocaína e outras substâncias entorpecentes.

A defesa do investigado

Os advogados de Bryan alegaram que ele não teve a intenção de matar Marceli. A defesa contesta a tese de dolo eventual — quando se assume o risco de produzir o resultado — e sustenta que o inquérito policial apontou lesão corporal seguida de morte, e não homicídio doloso.

Segundo os representantes legais, o investigado tentou socorrer a vítima logo após o ocorrido. A defesa também informou que aguarda a conclusão de laudo toxicológico e pretende solicitar um exame complementar para esclarecer a influência de substâncias no caso e a causa real da morte.

O caso segue sob investigação das autoridades locais. O corpo da vítima foi encaminhado ao Departamento Médico Legal (DML) de Vitória para a realização de necropsia.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.