Justiça suspende pagamentos de golpe de R$ 67 mil sofrido por engenheiro em cartão de crédito
Engenheiro de 77 anos acionou o Judiciário após banco não reconhecer compras fraudulentas feitas em lojas de São Paulo.
Por Redação Diário Local
A Justiça determinou a suspensão dos pagamentos referentes a um golpe de R$ 67.970 sofrido por um engenheiro de 77 anos. A decisão liminar foi proferida pelo juiz do 4º Juizado Especial Cível, em Vitória, no mês passado (setembro), interrompendo as parcelas de compras não reconhecidas no cartão de crédito.
O caso envolve duas transações realizadas em lojas da grife Gucci, em São Paulo, que somam o prejuízo total. O engenheiro afirma que o golpe ocorreu em março, após receber uma ligação de um suposto funcionário do Banco Safra.
Apesar de não ter fornecido senhas ou dados sensíveis durante o contato telefônico, a vítima descobriu as compras logo após abrir o aplicativo do banco. O engenheiro tentou contestar as dívidas administrativamente, mas a instituição financeira afirmou que as operações eram autênticas e não identificou irregularidades.
O que diz a defesa?
O processo, conduzido pelo advogado Sergio Nilsen, aponta que o banco e a bandeira Visa deveriam ter acionado mecanismos antifraude. Segundo a defesa, as compras apresentavam indícios de irregularidade, como o curto intervalo de tempo entre as transações e o fato de serem fora do padrão de consumo habitual do cliente.
A ação busca que os débitos que ainda vencerão — quatro parcelas de uma compra e seis da outra — sejam considerados inexistentes. Além disso, o pedido inclui a restituição de R$ 37.761, valor que já foi quitado, e uma indenização por danos morais de R$ 10 mil.
O banco Safra e a Visa ainda devem apresentar defesa no processo. Somente após essa etapa o juiz realizará o julgamento definitivo para verificar o direito à restituição total dos valores.
Como se proteger de golpes de telefone?
Especialistas alertam que o caso pode ter sido um 'spoofing', técnica em que criminosos disfarçam o número de telefone para parecer que a ligação vem de um canal oficial do banco. Isso pode acontecer por meio de números falsificados ou páginas de internet que imitam as instituições.
Em caso de transações suspeitas, o consumidor deve avisar e contestar o banco imediatamente. É recomendável registrar um boletim de ocorrência para formalizar o ocorrido e guardar todos os extratos e registros das tentativas de resolução administrativa.
