Manifestação em apoio a Deolane Bezerra é convocada para esta quarta-feira (22) na Avenida Paulista
Fãs organizaram ato na Avenida Paulista após Justiça negar novo habeas corpus para a influenciadora e advogada.
Por Redação Diário Local
Manifestantes organizaram uma mobilização em apoio à advogada e influenciadora Deolane Bezerra para esta quarta-feira (22), na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato está previsto para começar às 18h.
A convocação para o protesto circulou nas redes sociais nos últimos dias e contou com o compartilhamento da mãe da influenciadora, Solange Bezerra. A movimentação ocorre após a Justiça negar novo pedido de habeas corpus em favor de Deolane.
A prisão da advogada completa dois meses nesta terça-feira (21). Ela está detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior de São Paulo, desde o mês de maio.
Por que o Ministério Público se manifestou contra a transferência?
Em parecer encaminhado à Justiça, o Ministério Público de São Paulo (MP-SP) manifestou-se contra o pedido da defesa para que Deolane seja transferida para uma Sala de Estado-Maior ou que a prisão preventiva seja substituída por prisão domiciliar.
Para rebater os argumentos da defesa, o MP-SP detalhou informações sobre o estado emocional da detenta. De acordo com o documento, Deolane apresenta quadro de síndrome do pânico e demonstra medo de ficar sozinha.
O órgão informou que a influenciadora não se encontra de forma isolada em uma cela, mesmo havendo disponibilidade de espaço. O motivo seria o receio relatado pela própria detenta de permanecer sozinha durante os períodos em que as portas das habitações permanecem fechadas.
O que dizem as investigações?
Deolane Bezerra foi presa durante a Operação Vérnix, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação apura o suposto envolvimento da advogada com crimes de lavagem de dinheiro e organização criminosa ligada à facção Primeiro Comando da Capital (PCC).
A defesa da influenciadora também encomendou um relatório pericial independente para analisar as manifestações públicas de uma delegada da Polícia Civil. Segundo o material, a agente teria ultrapassado os limites de discrição e imparcialidade, o que configuraria uma suposta perseguição midiática contra a advogada.
