Polícia Civil prende militar acusado de disparar em festa clandestina no Cruzeiro
Investigação da 3ª DP revela que traficantes usavam festas após as 2h da madrugada para burlar a fiscalização policial no Cruzeiro Velho.
Por Redação Diário Local
Um cabo do Exército Brasileiro foi preso na última quinta-feira (8) sob a acusação de tentar matar duas pessoas com disparos de arma de fogo durante um evento de pagode no Cruzeiro Velho. O caso faz parte de uma investigação da 3ª Delegacia de Polícia (DP) sobre o tráfico de drogas e a realização de festas clandestinas na região.
Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), o grupo de traficantes agendava as festas para começarem sempre após as 2h da madrugada. A estratégia era aproveitar a redução da fiscalização policial e a menor movimentação nas ruas para comercializar cocaína e outros entorpecentes.
As investigações da 3ª DP apontam que o centro comercial do Cruzeiro Velho tornou-se um ponto fixo de venda de drogas. Em um período de 30 dias, a corporação realizou a prisão em flagrante de quatro pessoas suspeitas de envolvimento direto com o tráfico na área.
Dinâmica do crime e investigação
O episódio de violência foi registrado na madrugada de 26 de setembro. Conforme os registros policiais, o militar se envolveu em uma discussão durante o pagode e efetuou ao menos três disparos, atingindo duas pessoas. Uma das vítimas foi ferida na mão e no ombro e segue em recuperação hospitalar.
A Polícia Civil informou que o autor fugiu do local logo após os disparos. Durante o tumulto, a arma utilizada no crime teria sido subtraída por outro suspeito envolvido na briga e ainda não foi localizada pelas autoridades.
Além do tráfico de rua, a PCDF investiga a conivência de estabelecimentos comerciais do centro comercial. As apurações indicam que bares e quiosques estariam burlando o horário de funcionamento permitido por lei e servindo como apoio para as festas clandestinas.
Continuidade das operações
A 3ª DP afirmou que as operações de cerco ao tráfico de drogas no centro comercial continuam ativas. O objetivo é responsabilizar criminal e administrativamente tanto os revendedores quanto os donos de estabelecimentos que facilitam a atividade criminosa.
As forças de segurança alertaram que o monitoramento na região permanece constante, inclusive no período após as 2h da madrugada, para coibir a prática de crimes e o consumo de substâncias ilícitas.
