Detran-ES multa 47 mil motociclistas por capacete irregular e calçado inadequado em 2026
Dados do Detran-ES apontam média de 170 infrações por dia; blitz na Serra registrou 55 condutores autuados nesta semana
Por Redação Diário Local
Mais de 47 mil motociclistas foram multados este ano por utilizarem capacetes fora das normas de segurança ou calçados inadequados para a condução. Os dados são do painel do Departamento Estadual de Trânsito do Espírito Santo (Detran-ES) e indicam uma média de 170 condutores flagrados por dia cometendo essas infrações.
Do total de autuações registradas no período, 41.594 motoristas foram multados pelo uso de calçados que não se firmam nos pés e 5.571 pelo uso de capacetes que não atendem às normas de segurança. O uso irregular de capacete é considerado infração gravíssima, com multa de R$ 293,74, sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e retenção do veículo.
Somente nesta semana, uma operação conjunta entre o Detran-ES e o Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPTran) autuou 55 condutores em uma única blitz. A fiscalização, denominada Operação Cavalo de Aço, foi realizada na última quarta-feira (30), no município da Serra.
Durante a ação, foram feitas 327 abordagens e lavrados 144 autos de infração. Entre as irregularidades na blitz, 29 motoristas foram multados pelo capacete e 26 pelo calçado inadequado. Também foram registradas 13 autuações por falta de licenciamento, 12 por condução sem CNH e três por recusa ao teste do bafômetro.
No caso da recusa ao bafômetro, a penalidade prevê multa de R$ 2.934,70, suspensão do direito de dirigir por 12 meses e a retenção do veículo até a apresentação de um condutor habilitado. Já o uso de calçado que comprometa os pedais é classificado como infração média, com multa de R$ 130,16.
Riscos de traumatismo
O diretor de Segurança no Trânsito do Detran-ES, Jederson Lobato, afirmou que o hábito de ignorar normas de segurança gera riscos severos para o próprio motociclista e para terceiros. Segundo ele, as principais causas de mortes na categoria são os traumatismos cranioencefálicos, causados pela falta de proteção ou pelo uso de capacetes que não estavam devidamente afivelados.
Lobato explicou ainda que é essencial manter a viseira abaixada e a cinta jugular afivelada. Caso o item esteja folgado durante um acidente, a cabeça pode ficar desprotegida, aumentando as chances de lesões graves no crânio.
Foco na educação
O capitão Anthony Moraes, especialista em trânsito, classificou os números como alarmantes e apontou que a solução passa pela educação viária. Para o especialista, a fiscalização deve ser acompanhada pelo esclarecimento para que o piloto compreenda os riscos reais de sua conduta.
Moraes alertou que muitos motociclistas utilizam o veículo como ferramenta de trabalho, mas a negligência com equipamentos de proteção individual expõe esses trabalhadores a riscos diários de lesões em todo o corpo.
