Justiça mantém preso motorista que matou coletor de lixo em São Paulo
Justiça converteu a prisão em flagrante de Guofang Huang em preventiva após atropelamento fatal na Barra Funda
Por Redação Diário Local
A Justiça de São Paulo converteu, nesta segunda-feira (27), a prisão em flagrante do comerciante Guofang Huang em preventiva. O motorista é investigado por atropelar e matar o coletor de lixo Diego Rafael da Silva, de 19 anos, na Barra Funda, zona oeste da capital paulista.
O acidente ocorreu na noite do último domingo (26), na Rua do Bosque. Na ocasião, o jovem realizava a retirada de um contêiner de coleta seletiva da empresa Loga quando foi atingido por um veículo Land Rover Discovery conduzido por Huang.
De acordo com a Polícia Militar (PM), o caminhão de coleta estava devidamente estacionado e com toda a sinalização luminosa acionada no momento do impacto. O coletor chegou a ser socorrido ainda no local, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.
Segundo o relato de policiais, o motorista fugiu do local logo após o atropelamento, mas retornou poucos minutos depois. No momento da abordagem, agentes informaram que o homem apresentava sinais evidentes de embriaguez e não conseguia sequer permanecer em pé.
O teste do bafômetro, realizado no 7° Distrito Policial (Lapa), confirmou que o condutor havia ingerido bebida alcoólica antes de dirigir. Durante o atendimento da ocorrência, um dos filhos de Huang auxiliou na comunicação com os policiais.
Apesar de estar acompanhado por advogados e familiares, o investigado optou por permanecer em silêncio sobre o caso. A Polícia Civil registrou a ocorrência como homicídio doloso e pediu a manutenção da prisão para o prosseguimento das investigações.
A decisão de converter a prisão em flagrante em preventiva foi proferida durante audiência de custódia nesta segunda-feira (27). Com a medida, o motorista continuará detido enquanto o caso segue sob apuração das autoridades.
Diego Rafael da Silva era pai de duas meninas, sendo uma de um ano e outra que estava na barriga da mãe, de oito meses. O jovem trabalhava na coleta seletiva da empresa Loga no momento do acidente.
