Motorista que atropelou e matou jovem em São Paulo é solto após audiência de custódia
Família de Raielly Oliveira da Silva protesta contra decisão judicial que concedeu liberdade ao acusado de atropelamento na Zona Leste.
Por Redação Diário Local
A família de Raielly Oliveira da Silva, de 24 anos, realizou um protesto neste sábado (25) contra a decisão da Justiça que concedeu liberdade provisória ao motorista acusado de atropelar e matar a jovem na Zona Leste de São Paulo.
O crime ocorreu por volta das 5h da última segunda-feira (20), no bairro Vila Jacuí. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o condutor Paulo César de Araújo Ribeiro, de 53 anos, dirigia embriagado e sem habilitação quando atingiu a vítima.
Durante o protesto, parentes e amigos expressaram indignação com a soltura após a audiência de custódia. A mãe de Raielly, Alexandra Alves da Silva, pediu a prisão do motorista e destacou o impacto da morte na vida da filha de 5 anos da vítima.
Em depoimento, a mãe relatou que a jovem era uma pessoa dedicada ao trabalho e muito querida por todos. A tia da vítima, Gleide Selma Alves da Silva, também cobrou justiça, mencionando o sofrimento da criança que perdeu a mãe.
O que aconteceu no acidente?
Segundo o boletim de ocorrência e informações da SSP, o motorista se envolveu em uma sequência de ocorrências. Antes de atingir Raielly, ele colidiu contra um veículo, o que arremessou outra mulher e causou fraturas na perna da passageira.
Após o impacto, o condutor fugiu sem prestar socorro, perdeu o controle da direção e capotou o carro sobre uma ciclovia. O teste do bafômetro realizado no motorista apontou 0,85 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, e o veículo foi apreendido para perícia.
O caso foi registrado no 24º Distrito Policial, na Ponte Rasa, como homicídio culposo na direção de veículo automotor, fuga do local do acidente e dirigir sem habilitação. O suspeito foi colocado em liberdade mediante o cumprimento de medidas cautelares.
Sobre a decisão da Justiça
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) informou que teve acesso à decisão que determinou a soltura do motorista. No entanto, o órgão afirmou que não dispõe dos fundamentos utilizados pela magistrada ou pelo magistrado para conceder a liberdade provisória.
