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MP denuncia delegado por disparar arma em via pública no Pará após ser rejeitado por grupo de jovens

Ministério Público acusa policial por disparo de arma de fogo e dano qualificado em Limoeiro do Ajuru após episódio ocorrido em janeiro

Por Diário Local

O Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) denunciou à Justiça o delegado da Polícia Civil Marcello Henrique Carvalho Cunha pelos crimes de disparo de arma de fogo em via pública e dano qualificado. A denúncia baseia-se em um episódio ocorrido na madrugada de 25 de janeiro deste ano, na orla de Limoeiro do Ajuru, no Pará.

O caso ganhou repercussão após a divulgação de vídeos gravados por testemunhas. As imagens mostram o delegado, que estaria visivelmente embriagado, efetuando disparos de arma de fogo durante a ocorrência.

Segundo depoimentos colhidos durante a investigação, o policial chegou ao local em uma viatura da Polícia Civil acompanhado de três mulheres e um homem. O objetivo seria se aproximar de um grupo de jovens que consumia bebidas alcoólicas na região.

Testemunhas relataram que, após ser rejeitado pelo grupo, o delegado passou a intimidar as pessoas presentes com a arma. No momento em que um dos jovens tentou deixar o local utilizando uma motocicleta, o policial teria efetuado um disparo que atingiu o tanque do veículo.

De acordo com o inquérito, um segundo tiro foi disparado na direção do grupo que tentava fugir. Apesar dos disparos efetuados em via pública, não houve feridos entre os jovens presentes no local.

Após analisar os autos, o Ministério Público concluiu que há elementos suficientes para a denúncia criminal pelos danos causados à motocicleta e pelos disparos. O procedimento agora está sob análise do Poder Judiciário, que decidirá se recebe ou não a acusação para instaurar uma ação penal.

A conduta do delegado também é alvo de uma apuração administrativa conduzida pela Corregedoria da Polícia Civil do Pará (PC-PA). Em nota, o MP informou que a corporação comunicou, em 11 de junho de 2026, que a Apuração Administrativa Interna segue em andamento.

O Ministério Público ressaltou que as responsabilizações criminal e administrativa tramitam de forma independente e autônoma. A Promotoria de Justiça de Limoeiro do Ajuru afirmou que aguarda a conclusão do processo interno para analisar as providências administrativas adotadas pela Polícia Civil.

Revisado por Davy Albuquerque, editor responsável.