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Distrito Federal

Numerólogo registra ocorrência de suposto golpe após falha em pagamento de Mercedes

Vítima afirma que comprador deixou de pagar parcelas de veículo e entregou outro carro que não lhe pertencia, segundo relato policial.

Por Redação Diário Local

Um numerólogo, Roger Freitas, registrou boletim de ocorrência na 10ª Delegacia de Polícia para denunciar um suposto golpe envolvendo a venda de um veículo Mercedes. Segundo o relato, o comprador, Igor Parente Damásio Carneiro, teria deixado de honrar o pagamento de parcelas acordadas para a quitação do automóvel.

O acordo de venda previa o pagamento de uma entrada de R$ 20 mil, seguida de parcelas mensais de R$ 10 mil, com vencimento ao final de cada mês. A vítima afirma que foram pagas cerca de três prestações, mas os repasses foram interrompidos posteriormente.

O impasse com o segundo veículo

Para tentar resolver a situação da dívida pendente, o comunicante afirma que adquiriu um Jeep Compass de Igor Parente Damásio Carneiro pelo valor de R$ 57 mil, pagos via Pix. Segundo o relato, o empresário garantiu que o veículo estava quitado e sem pendências.

Contudo, no momento de realizar a transferência de propriedade, surgiram novas dificuldades. O comprador teria alegado que o irmão, responsável pela parte administrativa, estava ausente por motivos familiares, solicitando que o numerólogo aguardasse para concluir o processo. Roger afirma que a situação não foi resolvida após dois ou três anos de espera.

De acordo com a denúncia, o Jeep Compass pertenceria, na realidade, a um idoso que teria vendido o automóvel para o empresário. O relato aponta que o mesmo teria ocorrido com uma Fiat Toro, que pertenceria à esposa desse mesmo idoso.

Investigação da Polícia Civil

O caso foi registrado na 10ª Delegacia de Polícia no dia 28 de julho e será apurado pela 21ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga, sob o enquadramento de estelionato. A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) informou que investiga a denúncia envolvendo o proprietário de uma loja de veículos seminovos.

Segundo a PCDF, a investigação apura o relato de que o empresário recebeu um automóvel para pagamento parcelado, mas não quitou o valor integralmente. Em seguida, ele teria entregue ao comunicante outro veículo, com valor superior ao da dívida, para compensar o débito.

A Polícia Civil constatou que o veículo entregue ao comunicante pertencia a uma terceira pessoa, que, segundo as apurações preliminares, não recebeu qualquer valor referente ao automóvel por parte do proprietário da loja.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.