Homem é preso suspeito de abusar da filha de 15 anos no Espírito Santo
Investigação da Polícia Civil de Piúma apura abusos que teriam começado quando a vítima tinha 10 anos de idade
Por Redação Diário Local
Um homem de 46 anos foi preso preventivamente na tarde de terça-feira (20), no Centro de Piúma, no Litoral Sul do Espírito Santo, suspeito de abusar sexualmente da própria filha, de 15 anos. Segundo a Polícia Civil, os abusos teriam ocorrido por cerca de cinco anos, tendo começado quando a adolescente tinha 10 anos de idade.
A investigação teve início na última quarta-feira (14), após a mãe da jovem registrar um boletim de ocorrência por desaparecimento. Segundo o relato familiar, a adolescente não respondia às mensagens e não era localizada em casa.
A Polícia Militar localizou a menina na cidade vizinha de Anchieta. Ao ser encontrada, a adolescente relatou à mãe que havia fugido de casa por ser vítima de abusos sexuais praticados pelo pai.
Em depoimento à polícia, o investigado confessou os abusos. Ele alegou que os atos aconteciam nos momentos em que a mãe da vítima precisava sair de casa para visitar familiares doentes.
O suspeito tentou sustentar a tese de um suposto consentimento da vítima, mas a autoridade policial refutou o argumento. O delegado Rodrigo Toscano, responsável pela Delegacia de Polícia de Piúma, afirmou que uma criança de dez anos não possui capacidade para consentir.
De acordo com o delegado, toda vítima menor de 14 anos é considerada presumidamente vulnerável pela legislação. A Justiça decretou a prisão preventiva do homem às 13h de terça-feira (20), e ele foi localizado e detido duas horas depois.
A Polícia Civil também trabalha para apurar se uma segunda filha do suspeito, de 4 anos, pode ter sofrido violência sexual. No entanto, o delegado informou que, até o momento, não há indícios concretos de abuso contra a criança menor.
A adolescente foi encaminhada para a rede de proteção do município, que conta com o Conselho Tutelar e acompanhamento psicológico e social. Seguindo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os nomes dos envolvidos e o bairro onde os fatos ocorreram não foram divulgados para preservar a identidade da vítima.
