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Investigação

Investigado na Operação Vectura Corrupta afirma que vai se entregar à polícia nas próximas horas

Investigado por infiltração do PCC no transporte público afirma que pretende se apresentar à Corregedoria da Polícia Civil.

Por Redação Diário Local

Paulo Sirquera Korek Farias afirmou que pretende se entregar às autoridades na Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo nas próximas horas. O investigado está foragido desde a última quinta-feira (17).

Korek é alvo da Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). A investigação apura a infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no sistema de transportes públicos do estado de São Paulo.

Em vídeo, o investigado manifestou o desejo de ter o acompanhamento do Ministério Público durante a sua apresentação à polícia, alegando receio por sua integridade física. A defesa de Korek confirmou que a entrega deve ocorrer ainda nas próximas horas, sem uma previsão exata de horário.

O que diz o investigado

Korek negou as acusações que pesam contra ele e questionou o trabalho do delegado Fabrício Intelizano, responsável pela operação, classificando a atuação do policial como "obscura".

Segundo as autoridades, ele é apontado pelas investigações como um intermediário de interesses do crime organizado no ramo de transportes, administrando empresas como a Translider e a A2.

Desdobramentos da operação

A Operação Vectura Corrupta decretou a prisão temporária de 16 investigados. O prazo de detenção é de 30 dias, podendo ser prorrogado por igual período, conforme as informações do delegado Fabrício Intelizano.

Outros alvos da investigação já foram detidos ou se apresentaram. O ex-vereador Milton Leite se entregou na sexta-feira (18) na Delegacia de Investigação sobre Entorpecentes (Dise) de Mogi das Cruzes. O ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira, também foi preso na quinta-feira (17).

As investigações apontam que, em tese, pelo menos 12 das 22 empresas de transporte coletivo de São Paulo seriam controladas pelo PCC por meio de uma estrutura que utiliza empresas de fachada, direcionamento de licitações e lavagem de capitais.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.