PCDF faz operação contra grupo que expulsava moradores e vendia lotes no Sol Nascente
Agentes cumprem mandados de busca e apreensão no Sol Nascente contra quadrilha suspeita de agir como milícia em venda de lotes.
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta sexta-feira (7), a terceira fase da Operação Imperium para combater um grupo suspeito de agir como milícia no Sol Nascente. Os investigadores buscam desarticular uma organização criminosa que expulsava moradores de seus imóveis por meio de violência e ameaças para vender os lotes ilegalmente a terceiros.
Com o apoio da 19ª Delegacia de Polícia (P Norte), os agentes cumprem cinco mandados de busca e apreensão na região durante a manhã de hoje (7). Até o momento, não houve registro de novas prisões durante as diligências.
De acordo com as investigações, dos quatro indivíduos investigados no caso, dois estão foragidos no estado do Piauí. A polícia trabalha para localizar os suspeitos e colher provas que fundamentem o avanço do inquérito.
Modus operandi semelhante ao de milícias
O grupo concentrava suas atividades principalmente no Trecho 3 do Sol Nascente. Segundo a PCDF, o modus operandi da quadrilha apresentava características semelhantes às milícias que atuam no Rio de Janeiro.
Os criminosos invadiam as residências e intimidavam os moradores para que abandonassem as propriedades de forma definitiva. Após a expulsão, os integrantes do grupo negociavam os lotes com terceiros.
Além dos crimes de violência e invasão, a PCDF apura a prática de estelionato. O grupo recebia valores pela venda dos lotes e, em diversos casos, simplesmente desaparecia sem concluir a transação.
Venda de lotes e ameaças a moradores
Em um dos casos apurados, um integrante da organização chegou a vender o lote de uma vítima pelo valor de R$ 30 mil. Após confirmar o recebimento da transferência bancária, o suspeito desapareceu.
A polícia também identificou outro episódio de violência na mesma rua. Uma vítima relatou que quatro homens armados invadiram sua propriedade e ameaçaram tanto ela quanto o caseiro, exigindo a saída imediata do imóvel.
Nessa segunda situação, o investigado Matheus Vinícius Silva de Freitas teria negociado a residência com um terceiro por R$ 60 mil após a expulsão dos ocupantes.
Histórico de investigação e prisões
O inquérito policial teve início após uma denúncia registrada em 23 de fevereiro. Na ocasião, uma vítima relatou ter sido agredida e expulsa de sua própria casa, além de ter tido sua motocicleta roubada sob ameaças.
No passado, no dia 27 de julho (27), a PCDF prendeu Matheus Vinícius Silva de Freitas, de 29 anos, apontado como o líder da organização criminosa. Ele foi localizado no Sol Nascente durante o cumprimento de um mandado de prisão.
Na ocasião da prisão, o suspeito tentou fugir pelos telhados das casas da região. A tentativa de fuga causou danos aos imóveis e gerou insegurança entre os moradores locais.
Os investigados podem responder por uma série de crimes, incluindo roubo de veículo, esbulho possessório, associação criminosa e ameaça. A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos na região.
