PCDF procura suspeito de fraudar Detran e participar de esquema de agiotagem com ameaças
Investigado é alvo de operação contra grupo que concedia empréstimos com juros acima de 20% e realizava cobranças violentas
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) realiza buscas para localizar Leonardo Alves de Oliveira Júnior, investigado por integrar um grupo especializado em agiotagem e cobrança de dívidas mediante o uso de violência. O alvo é o foco da Operação Rota, deflagrada pela 16ª Delegacia de Polícia (Planaltina) nesta segunda-feira (21).
A investigação aponta que o grupo criminoso atuava em Planaltina (DF), Formosa (GO), Goiânia (GO), Formoso (MG) e Buritis (MG). Segundo a PCDF, os suspeitos concediam empréstimos com juros superiores a 20% ao mês e, diante da inadimplência, utilizavam armas de fogo e ameaças para garantir o recebimento.
Em diversas ocorrências, os investigados teriam tomado bens de devedores para quitar os débitos, incluindo motocicletas, veículos e estabelecimentos comerciais. Entre os bens subtraídos, destaca-se uma estética automotiva que teria sido alvo do grupo para assegurar o pagamento.
A Operação Rota cumpriu sete mandados de busca e apreensão e três de prisão preventiva contra integrantes do esquema. A ação prevê o bloqueio de aproximadamente R$ 6 milhões, a apreensão de veículos de luxo e a indisponibilidade de um imóvel avaliado em cerca de R$ 1 milhão.
Como surgiu a investigação?
O esquema foi descoberto a partir de elementos obtidos durante a Operação Backdoor, realizada em 2025. Na ocasião, a perícia em um celular apreendido revelou indícios da existência de um segundo grupo estruturado para a concessão habitual de empréstimos com juros elevados.
A investigação detalhou a existência de uma organização denominada “Rota”, com divisões de funções entre financiamento, administração, controle de pagamentos e execução das cobranças. A 16ª DP também apura se o grupo utilizava empresas para lavar o dinheiro obtido, após o Coaf sinalizar comunicações de operações financeiras suspeitas.
Quem é o principal investigado?
Leonardo Alves de Oliveira Júnior já havia sido detido em 2025 durante a Operação Backdoor, que investigou fraudes no sistema do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) e a revenda ilegal de veículos. Naquela investigação, foram apreendidos bens de alto valor, como bolsas de luxo e veículos como BMW e Porsche.
No caso anterior, a defesa de Leonardo chegou a alegar que ele possuía baixa renda, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) compensou a dispensa da fiança para que ele respondesse ao processo em liberdade, mantendo as demais medidas cautelares que foram posteriormente desafiadas pela nova investigação da PCDF.
