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Meio Ambiente

Peixe-jaguar é capturado no Rio Jacaraípe e ameaça ecossistema na Serra

Espécie invasora conhecida como tucunaré tigre pode causar colapso na biodiversidade da bacia hidrográfica e áreas de proteção ambiental.

Por Redação Diário Local

O peixe-jaguar foi capturado em uma Área de Proteção Ambiental (APA) no Rio Jacaraípe, na cidade da Serra, na Região Metropolitana de Vitória. A espécie é considerada invasora no Brasil e representa um risco para o ecossistema local, com possibilidade de expansão pela bacia hidrográfica.

De acordo com o Instituto Brasileiro Fauna e Flora (Braff), o animal, popularmente conhecido como tucunaré tigre, pode provocar um colapso na biodiversidade da região. A ameaça estende-se à bacia do Rio Jacaraípe e seus alagados e manguezais, incluindo áreas protegidas como a Lagoa de Jacuném.

Por que a espécie é perigosa?

O risco ambiental ocorre devido ao comportamento predatório e territorial do peixe. O Instituto Braff explica que o peixe-jaguar se alimenta de peixes menores, como o lambari, o que compromete a cadeia alimentar e pode afetar até mesmo as aves locais.

Outro fator de preocupação é a alta capacidade de adaptação do animal. Ele demonstra resistência a diferentes níveis de oxigenação, turvação e temperatura da água, o que facilita a migração para outros pontos da bacia e a transição entre ambientes de água doce e salgada.

A reprodução também contribui para a dispersão. O peixe apresenta comportamento de cuidado parental, o que dificulta a predação dos próprios filhotes e acelera o crescimento da população invasora, gerando disputa por abrigo e locais de desova com espécies nativas.

Orientações para pescadores

O Instituto Braff alerta que pescadores esportivos não devem devolver peixes-jaguar à água após a captura. Por ser uma espécie invasora, a soltura de exemplares, seja por pesca ou aquarismo, pode ser caracterizada como crime ambiental e contribui para a expansão do animal em bacias brasileiras.

O instituto ressalta que os animais podem ser consumidos, uma vez que a carne possui semelhança com a do tucunaré tradicional. A espécie não é nova em território nacional; dados do Ministério do Meio Ambiente registram a presença do peixe exótico desde 2003, na bacia do Rio São Francisco.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.