PF prende mulher e filho de Marcinho VP em operação contra monopólio de internet no Rio
Operação Backbone mira monopólio do Comando Vermelho no fornecimento de internet nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão.
Por Redação Diário Local
A Polícia Federal deflagrou, nesta segunda-feira (19), a Operação Backbone para combater o monopólio exercido pelo Comando Vermelho (CV) no fornecimento de serviços de internet nos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão, no Rio de Janeiro. A ação tem como objetivo desarticular o controle da facção sobre a conexão de dados em áreas sob influência do grupo criminoso.
Entre os alvos dos mandados de prisão preventiva expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estão Márcia Gama Nepomuceno, esposa de Márcio Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, e o filho do líder criminoso, Lucas Santos Nepomuceno.
A operação conta com o cumprimento de 23 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão. As diligências ocorrem simultaneamente em cidades do estado do Rio de Janeiro, como Rio de Janeiro, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Teresópolis, Maricá e Magé.
Na decisão que fundamenta a ação, o ministro Alexandre de Moraes determinou o bloqueio de bens e valores que somam até R$ 558 milhões. O montante envolve o patrimônio de 40 pessoas físicas e 40 empresas investigadas no esquema.
A Justiça também ordenou a suspensão imediata das atividades econômicas de diversas pessoas jurídicas identificadas na investigação. O grupo de empresas afetadas inclui provedores de internet, produtoras de eventos e empresas de fachada utilizadas para a movimentação de recursos.
Como parte das medidas de interdição, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) será oficiada para realizar procedimentos administrativos. A orientação é para que o órgão proceda com a cassação das outorgas e a interdição dos serviços prestados pelas empresas envolvidas no fornecimento de internet.
A investigação foca na forma como a facção criminosa estabelece o controle sobre o mercado local de comunicações, utilizando-se de empresas registradas para garantir o monopólio do serviço em territórios conflagrados.
As medidas de bloqueio financeiro e suspensão de atividades buscam asfixiar a estrutura econômica que sustenta a operação do grupo criminoso na região metropolitana e no interior do estado.
