Soldado da PM suspeito de matar esposa é transferido para presídio militar em São Paulo
Vinícius Costa Silva foi encaminhado ao presídio Romão Gomes após prisão temporária por suspeita de feminicídio
Por Redação Diário Local
O soldado da Polícia Militar Vinícius Costa Silva, de 26 anos, foi transferido para o presídio militar Romão Gomes, na zona norte de São Paulo. Ele é considerado suspeito pela morte de Larissa Cruz Morata, de 29 anos, ocorrida neste domingo (6).
Vinícius foi detido pela Corregedoria da PM durante o velório de Larissa, em Embu das Artes, na Grande São Paulo, após a Justiça decretar sua prisão temporária. O policial é investigado pela suspeita de feminicídio.
A vítima foi encontrada morta na manhã deste domingo (6) na suíte da residência onde o casal morava. Ela apresentava um ferimento de arma de fogo na cabeça e, sob o corpo, foi localizado o revólver do soldado.
O que diz a investigação
O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita. O boletim de ocorrência indicou dúvida razoável sobre a hipótese de suicídio. Segundo a Polícia Civil, o casal conversava sobre o encerramento da relação conjugal nas horas que antecederam o ocorrido.
A polícia colheu depoimentos de testemunhas e solicitou perícia no local para reconstruir a dinâmica do disparo. Também foram requisitados exames residuográficos nas mãos de Larissa e de Vinícius Silva para verificar a presença de resíduos de pólvora.
Além da arma, a polícia apreendeu um carregador, munições e um estojo, que passarão por análise pericial. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
Versão da defesa
Em nota, a defesa do soldado classificou o episódio como uma "fatalidade" e reforçou o relato do policial de que Larissa teria tirado a própria vida. O advogado afirmou que o casal mantinha uma boa relação e que não havia histórico de violência.
A defesa declarou que a investigação terá acesso a mensagens de Larissa que manifestavam pensamentos relacionados ao suicídio diante de uma possível separação. O advogado destacou ainda que a irmã do soldado estava na casa no momento dos fatos e prestou depoimento.
Acusações da família da vítima
A avó de Larissa, Maria Aparecida Morata, negou a tese de suicídio e afirmou que a neta não pretendia tirar a própria vida. Segundo ela, a jovem tinha planos de vida e consultas médicas agendadas.
Maria Aparecida acusa o soldado de ser o autor do homicídio, alegando que ele mantinha um comportamento agressivo. A Polícia Civil segue com as investigações para apurar a causa da morte.
