Polícia Civil realiza buscas contra grupo suspeito de furtar clientes em encontros sexuais no DF e SP
Investigação da PCDF aponta que grupo utilizava manipulação de celulares e aplicativos bancários para realizar transferências não autorizadas.
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu, nesta quarta-feira (12), cinco mandados de busca e apreensão contra um grupo investigado por furto mediante fraude e associação criminosa. A ofensiva, coordenada pela 2ª Delegacia de Polícia (Asa Norte), ocorre em cidades do Distrito Federal e no estado de São Paulo.
As investigações apontam que o grupo atuava entre 2023 e 2026, utilizando um padrão semelhante para obter acesso a celulares e meios de pagamento de vítimas. O objetivo era realizar transferências bancárias não autorizadas após encontros sexuais.
As buscas estão sendo realizadas em Samambaia, Santa Maria, Vicente Pires, no Distrito Federal, e nas cidades de Barueri e São Paulo, em São Paulo. O foco é desarticular a estrutura que realizava as movimentações financeiras ilícitas.
Como funcionava o golpe?
De acordo com a polícia, o grupo utilizava locais conhecidos pela oferta de serviços sexuais para realizar as abordagens. O método consistia em entrar no veículo da vítima e criar situações para acessar dispositivos de pagamento, como alegar falhas em máquinas de cartão ou falta de chave Pix.
O golpe funcionava de forma coordenada: enquanto uma pessoa obtinha o celular ou o cartão bancário, as demais atuavam na distração do homem e no apoio para a fuga. As vítimas costumavam perceber a fraude apenas após a saída das suspeitas, ao consultarem os aplicativos dos bancos.
Origem da investigação
A investigação teve início após um caso registrado em 21 de fevereiro (21), na região da quadra 703 Norte. Na ocasião, um homem entregou o celular a uma das envolvidas sob o pretexto de realizar um pagamento via Pix durante a negociação de um encontro.
Após uma primeira transferência de pequeno valor, o aparelho foi solicitado novamente para o pagamento do restante da quantia. Quando o homem recuperou o dispositivo, verificou que haviam sido feitas transferências não autorizadas que somavam R$ 8 mil.
A apuração detalhou que R$ 5 mil foram destinados a uma conta empresarial de um dos investigados e R$ 3 mil para a conta de outro envolvido. Parte desse dinheiro era posteriormente fracionada e repassada para terceiros.
O trabalho de inteligência da PCDF identificou que este episódio apresentava semelhanças com outras ocorrências registradas desde março de 2023 no Distrito Federal, confirmando a atuação reiterada do grupo criminoso.
