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Segurança

Polícia Civil do Rio contrata gráfica de empresário ligado a investigado por lavagem de dinheiro

Empresa de empresário investigado pela Polícia Federal recebeu R$ 119 mil da Polícia Civil para serviços gerais.

Por Redação Diário Local

A Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro firmou, em dezembro de 2025, um contrato de R$ 119 mil com a Fast Gráfica para a prestação de serviços gráficos gerais. A empresa é de propriedade de Marcos Alexandre Barros Rodrigues, empresário que, segundo investigações da Polícia Federal (PF), possui ligações com o bicheiro Adilsinho.

A contratação foi realizada por meio de pregão eletrônico e tem vigência estabelecida até o final de 2026. De acordo com os relatórios da PF, Marcos Alexandre está vinculado a seis empresas que seriam utilizadas pelo grupo criminoso para lavagem de dinheiro e financiamento de agentes políticos.

As investigações apontam ainda que o empresário possuía uma Mercedes-Benz que era utilizada pelo ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar. O ex-deputado está preso desde novembro de 2025 devido a investigações que incluem conexões com o grupo de Adilsinho.

Atualmente, o quadro societário da Fast Gráfica conta apenas com a esposa de Marcos Alexandre como sócia e administradora. Documentos de um contrato firmado em 2022 com a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) mostram que o empresário ainda figurava na composição da empresa naquela época.

O contrato entre a Fast Gráfica e a Faetec, unidade ligada à Secretaria de Ciência e Inovação do Rio, foi de R$ 7 milhões, na modalidade de solicitação de compra, e segue sem prazo para encerramento. Além da Polícia Civil e da Faetec, o Detran também contratou a empresa em janeiro de 2025, no valor de R$ 119,9 mil.

A rede de negócios da família envolve outras unidades, como a Gráfica Editora Completa, que pertence à esposa de Marcos Alexandre. Segundo a Polícia Federal, essa empresa prestou serviços para 73 candidatos e movimentou aproximadamente R$ 1,5 milhão, com recursos oriundos majoritariamente de fundos públicos eleitorais.

Entre os agentes políticos que contrataram serviços da rede de gráficas está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. Durante a campanha eleitoral de 2022, Castro efetuou o pagamento de R$ 473 mil à empresa por serviços gráficos.

A Secretaria de Polícia Civil do Rio de Janeiro foi procurada para se manifestar sobre o contrato com a Fast Gráfica, mas não enviou resposta até a publicação desta matéria.

Produzido pela redação do Diário Local com apoio de automação editorial, sob curadoria e revisão de Davy Albuquerque, editor responsável.