Polícia conclui inquérito sobre tentativa de homicídio em 'tribunal do crime' em Viana
Investigação revela que cinco pessoas participaram de ação contra homem de 27 anos em campo de futebol no bairro Bom Pastor
Por Redação Diário Local
A Polícia Militar concluiu o inquérito sobre uma tentativa de homicídio ocorrida em um formato de "tribunal do crime" no bairro Bom Pastor, em Viana. O crime aconteceu no dia 13 de agosto, em um campo de futebol, e teve como vítima um homem de 27 anos.
Segundo a investigação, cinco pessoas estariam envolvidas na ação. Dos suspeitos, quatro estão presos preventivamente, enquanto um permanece foragido. Todos os envolvidos, inclusive a vítima, possuem passagens pela polícia e envolvimento com o tráfico de drogas, informou o delegado Cleudes Junior, chefe da Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Viana.
Dinâmica da ação no campo de futebol
A polícia foi acionada após uma denúncia anônima sobre a ocorrência no bairro Bom Pastor. Ao chegarem ao local, os militares encontraram uma aglomeração de pessoas e a vítima deitada no chão, com parte do corpo enrolada em fita adesiva e pedindo socorro.
De acordo com a tenente Milena, do 17º Batalhão da Polícia Militar (PM), a dinâmica contou com a participação de Manrik da Silva, que teria imobilizado a vítima, e Julio César Jordão Moté, conhecido como Julinho, apontado como o responsável por utilizar as fitas. Régis do Rosário da Silva teria filmado a ação, enquanto Marcos Antonio Alves de Oliveira tentou alertar os demais comparsas sobre a chegada da viatura.
Marcos Antonio e Régis foram presos em flagrante no dia do crime por tentativa de homicídio. Manrik foi detido em 18 de setembro por tráfico de drogas, e Julinho foi preso no dia 10 de outubro, também por tráfico.
Motivação e desdobramentos
A investigação apontou que o crime foi motivado por um conflito afetivo. A vítima teria tido um relacionamento com a atual parceira de Julinho, enquanto este também teria um caso com a atual companheira da vítima. O encontro no campo de futebol foi marcado para que houvesse um acerto de contas.
Em depoimento, os envolvidos relataram que realizaram uma chamada de vídeo com Carlos Alberto dos Santos Gonçalves Júnior, apontado como comandante de ações criminosas na região, para pedir autorização para o assassinato. Segundo os relatos, a ordem recebida não foi para matar, mas apenas para aplicar uma "medida corretiva", deixando o homem amarrado no campo.
Carlos Alberto, conhecido como Bequinha, segue foragido no Rio de Janeiro. Os cinco envolvidos foram indiciados pelos crimes de sequestro qualificado e associação criminosa.
