Polícia Civil encontra alçapão usado como rota de fuga em casa em Vitória
Operação da Polícia Civil contra facção criminosa cumpriu 15 mandados de prisão e encontrou esconderijo em morros de Vitória
Por Redação Diário Local
A Polícia Civil do Espírito Santo encontrou, nesta quarta-feira (7), um alçapão em uma residência utilizado como rota de fuga por criminosos em Vitória. A descoberta ocorreu durante a Operação Hidra, que tem como alvo integrantes da facção Terceiro Comando Puro (TCP).
A ação policial foi concentrada nas comunidades dos morros do Romão e do Forte São João. O objetivo da ofensiva é desarticular a atuação do grupo criminoso na região.
O alçapão identificado pelos agentes consiste em um buraco feito na laje de um dos cômodos da casa. A estrutura permitia o acesso rápido e direto ao terraço do imóvel, facilitando a evasão de suspeitos.
Rotas de fuga e mandados
Além da passagem interna na residência, a Polícia Civil apontou que um beco localizado ao lado do imóvel também era utilizado como rota de fuga estratégica para os integrantes do grupo.
No total, a operação resultou no cumprimento de 15 mandados de prisão. Outros 20 mandados de busca e apreensão também foram executados pelos agentes durante o dia.
Durante as diligências, os policiais encontraram materiais que comprovam a atividade ilícita. Entre os itens apreendidos, destaca-se um caderno com anotações detalhadas relacionadas ao tráfico de drogas.
Financiamento do crime
Também foram localizados adesivos referentes à organização de eventos clandestinos. Segundo as investigações, a facção utilizava a realização desses eventos para arrecadar dinheiro e financiar as atividades da organização criminosa.
A Polícia Civil apurou que o grupo também atua diretamente na comercialização de entorpecentes. O lucro obtido com a venda de drogas alimentava a estrutura da facção nas comunidades.
Os materiais apreendidos passarão por perícia para auxiliar no avanço dos inquéritos. A operação segue em curso para identificar outros envolvidos e desmantelar a rede de apoio do grupo.
Monitoramento e violência
Para monitorar a movimentação das forças de segurança, o grupo criminoso adotava uma logística de vigilância. Foram identificadas equipes de olheiros posicionadas em pontos estratégicos e em mirantes das localidades.
Os criminosos utilizavam tecnologias para comunicação rápida e monitoramento em tempo real. Entre as ferramentas citadas pela polícia estão rádios comunicadores e o uso de grupos de mensagens por aplicativo.
As investigações indicam que o controle das comunidades era exercido por meio do medo e da violência. Integrantes do grupo utilizavam ameaças de morte contra moradores para impor regras internas.
O uso de explosivos também foi registrado como método para manter o domínio territorial. A conduta visava garantir a submissão da população local às diretrizes da facção.
